Tarcísio sanciona lei que assegura emprego de ferroviários da CPTM
Proposta era a principal condição para o fim da greve da CPTM, que paralisou operação nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou o projeto de lei que autoriza a transferência de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para outros órgãos da administração pública com a concessão das linhas 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para a iniciativa privada. A sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo nessa terça-feira (25/8).
O texto havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na última semana. De autoria do próprio Tarcísio, a proposta era a principal condição para o fim da greve dos ferroviários, que paralisou a operação das linhas 11, 12 e 13 entre os dias 4 e 5 de agosto.
Apesar de a greve ter afetado somente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, uma das exigências dos grevistas era de que o acordo também contemplasse os funcionários da Linha 10–Turquesa, atualmente a única que ainda segue sob gestão da CPTM.
Relembre a greve
- O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) decidiu paralisar as atividades no dia 4 de agosto. A medida, aprovada em assembleia na véspera, atingia as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo.
- Na semana anterior, os ferroviários já haviam aprovado indicativo de greve para a data, caso não houvesse avanço nas negociações com o governo de São Paulo.
- Entre as reivindicações da categoria, estavam a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto, de autoria do deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP), previa a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões à iniciativa privada.
- Lideranças da categoria se reuniram, no primeiro dia, com representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil, mas o encontro terminou sem acordo entre as partes. Por isso, a greve foi mantida.
- No dia 5, em nova reunião, representantes do governo de São Paulo se comprometeram a enviar à Alesp um projeto de lei que garantisse a manutenção dos empregos da CPTM.
- Após o acordo, o sindicato realizou uma nova assembleia extraordinária em que se decidiu pelo fim da paralisação. Com a decisão, os ferroviários retornaram ao trabalho imediatamente.
Falhas nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade
Na madrugada do dia 23 de julho, a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo, foi interrompida devido a uma falha provocada por ocorrência de fogo em um trem. Os passageiros precisaram desembarcar e caminhar sobre os trilhos na região da estação Tatuapé, no meio da escuridão.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO serviço nas três linhas, além do Expresso Aeroporto, havia sido assumido pela concessionária Trivia Trens dois dias antes. Desde então, ao menos seis falhas no serviço foram registradas.
Os problemas começaram na inauguração, em duas estações que, anteriormente, eram administradas pela CPTM, empresa estatal. No dia 22, a estação Brás estava com funcionamento reduzido e ficou mais de 20 minutos sem trem. Em consequência, houve superlotação. A Barra Funda também teve funcionamento reduzido, tendo um dos trens em operação esvaziado, o que gerou filas de espera maiores do que o normal.

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Ver todasMais tarde, no mesmo dia, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM retomasse, por até 90 dias, a operação da 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, e atuasse em conjunto com a Trivia Trens.
Em nota enviada ao Metrópoles, na ocasião, a concessionária pediu desculpas pelos transtornos provocados aos passageiros e afirmou sempre ter cumprido todas as suas obrigações contratuais “de forma estruturada, transparente e cooperativa”. “A concessionária reafirma seu compromisso em investigar profundamente as causas técnicas que levaram às ocorrências e impactaram tantas pessoas nos seus deslocamentos”, disse.
































