Funcionários de Trump suspeitos de lucrarem milhões em plataformas de apostas com informações militares privilegiadas

Bet não dá. Desconfio que no futuro todas essas celebridades, jogadores, comentaristas e narradores de futebol serão considerados cúmplices desse crime financeiro e sanitário, que lava bilhões de dinheiros e neurônios pelo planeta. Todavia, o que acontece no Trumpistão é de faltar palavra, melhor, não falta, é mais um traço de uma patologia chamada extrema-direita. Há inúmeras suspeitas de que funcionários do governo laranja, de todos os escalões, estão lucrando com apostas relacionadas às guerras.
A guerra é a negação da política. Bombas não substituem diplomatas. O comportamento de Trump é de um dirigente ensandecido

Fiz meu mestrado na School of Advanced International Studies – SAIS – em Washington, Estados Unidos, anos oitenta. Período muito fértil na vida acadêmica. Estudei muito, conversei bastante, frequentei palestras e cheguei a falar para alunos e professores sobre Brasil e suas circunstâncias, porque o país atravessava a imensa dificuldade ocasionada pela doença e morte de Tancredo Neves, depois de ele ter sido eleito Presidente da República. Fiz palestra no CLAIS – Centro de estudos latino-americanos e ibéricos – em Harvard, sobre o cenário político brasileiro da época.
A confirmação do PT expõe a natureza de um Lula que prefere arriscar a fugir pela porta dos fundos

Quem insiste na tese de que Lula pode abrir mão da candidatura em 2026 por medo de “manchar a biografia” com uma derrota, ou não conhece a história do ex-metalúrgico, ou sofre de amnésia política seletiva. A fala recente de Edinho Silva, presidente do PT, apenas oficializou o que os corredores do Planalto já sabem: Lula é candidato de si mesmo, por instinto e por necessidade de sobrevivência do seu legado.
Como o líder que libertou a direita agora se torna um fardo para o projeto de poder em 2026

Jair Bolsonaro até que prestou um serviço ao país, mas não da forma que ele imagina: ele acabou com a vergonha de se dizer de direita no Brasil. Antes dele, todos se escondiam sob o manto do “centro” ou da “centro-esquerda” para evitar o estigma da ditadura ou do fracasso de Collor. Bolsonaro escancarou a porta, mas agora corre o risco de ser deixado do lado de fora pela própria turma que ajudou a libertar.
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

“A eleição de 2026 coloca o país diante de uma disputa direta entre o retorno de um projeto de morte e a continuidade de um campo democrático”. (Trecho da nota da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil em apoio à reeleição de Lula)
Enquete

A matança de 121 pessoas no Complexo do Alemão, no Rio, em outubro do ano passado, melhorou, piorou ou de nada serviu para reforçar a segurança pública no Estado? Respostas de 72 leitores:
Melhorou – 5,6%
Piorou – 13,9%
De nada serviu – 80,6%
Ironias da História

Quem diria que Fernando Collor, o caçador de marajás à época em que governou Alagoas, o primeiro presidente da República eleito pelo voto popular depois do fim da ditadura militar de 64, acabaria deposto por corrupção em meio ao seu mandato, e hoje, por corrupção, cumpre pena domiciliar atado a uma tornozeleira?
Humor
As principais notícias da manhã desta sexta-feira (10/4)

Delação de Camisotti, figura central do caso, é a 1ª da farra do INSS. Delação pode ser ponto-chave nas investigações da cadeia de comando e caminho do dinheiro no INSS
Estudo do Banco UBS mostra que 2.500 pessoas no mundo concentram em patrimônio, o equivalente a 12% do PIB mundial

Uma das poucas certezas que podemos ter, no momento, é que aquilo que o Europeu chamava de “o povo”, e aquilo que o Anglo Saxão chamava de “o cidadão”, dançaram. A Revolução Francesa, e a Constituição Americana do “We the People”, esvaíram em seus conteúdos e propósitos. Hoje, a economia está mais oligopolizada, e a política, por decorrência, também. Poucas pessoas mandam no “money” e no “politics”.
Não sabemos para onde vamos, mas sabemos que não vamos atrás do Trump

O Presidente dos Estados Unidos tem estarrecido o mundo com suas exóticas colocações, que, no mínimo e no máximo, representam um jogo de faz-e-esconde, o que tem mantido as nações em suspense sem saber por onde ele quer ir e para onde vai. Parece os versos do grande poeta português José Régio: “Se ao que busco saber nenhum de vós responde, / Por que me repetis: ‘vem por aqui’? / Prefiro escorregar nos becos lamacentos, / Redemoinhar aos ventos, / Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, / a ir por aí… […] Ninguém me diga: ‘vem por aqui’! / A minha vida é um vendaval que se soltou. / É uma onda que se alevantou. / É um átomo a mais que se animou… / Não sei por onde vou, / Não sei para onde vou / —Sei que não vou por aí!”
Entre o dia 29 e o dia 30, o Senado negocia o futuro do Supremo e o passado dos golpistas

Davi Alcolumbre finalmente abriu a gaveta. A marcação da sabatina de Jorge Messias para o STF, após cinco meses de um cerco impiedoso, é o desfecho de um jogo duplo. O senador, que se comporta como o verdadeiro síndico do Congresso, decidiu que era hora de cobrar o condomínio.
Como a fuga em autodefesa de Castro paralisou o STF e colocou o carioca no banco de reserva

O Rio de Janeiro acaba de oficializar sua vocação para a Gotham City de Jards Macalé. A referência, resgatada esta semana nos tapetes do STF pela voz do advogado Thiago Boverio, resume o drama: em uma metrópole onde há um abismo em cada esquina, uma eleição indireta conduzida pela Alerj corre o risco de eleger o Coringa em vez do Batman – guardadas as devidas proporções diante da realidade de que na política, não há heróis.
Lula

“No meu mandato, quem ganhar as eleições toma posse. Pode ser o meu maior inimigo. Se ele for eleito democraticamente, eu estarei aqui para colocar a faixa nele”. (Lula)
Enquete

O Supremo Tribunal Federal precisa ou não de um Código de Ética para regular o comportamento dos seus ministros? Respostas de 157 leitores:
Precisa – 82,8%
Não precisa – 17,2%