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São Paulo

SP: após briga, ex-mulher denunciou esquema de fraude em licitações

Ex-servidores foram alvo de uma operação do MPSP na manhã desta terça (7/7) por fraude em licitação na Prefeitura de São Paulo

07/07/2026 15:08
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Fábio Vieira/Metrópoles
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A denúncia que deu início à operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra um esquema de fraude em licitação na prefeitura da capital na manhã desta terça-feira (7/7) foi dada após uma briga entre a ex-mulher de um dos alvos, que é ex-servidor municipal e foi exonerado em março deste ano.

A informação foi dada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) durante evento nesta terça.” O casal teve um desentendimento e que a partir daí ela [a ex-companheira] acabou contando sobre a possível prática de atos ilícitos nas licitações”.

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Os dois alvos da operação são Vinícius Felipe Moreno, que atuava na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, e Bruno Conrado do Espírito Santo, que atuava como coordenador de licitações na Secretaria Municipal das Subprefeituras.

Segundo a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPSP, a denúncia foi recebida em fevereiro e reúne indícios de que entre 2022 e 2025 os investigados teriam interferido em procedimentos de contratação pública para beneficiar determinados grupos empresariais em troca de vantagens indevidas.

“Realmente, os relatos da ex-mulher de um deles eram bastante contundentes, por isso que, no dia seguinte, já iniciamos as exonerações de todos os seis que estariam supostamente envolvidos no esquema”, disse Nunes sobre a operação.

Nunes disse que a licitação de ar-condicionado foi suspensa quando o caso passou a ser investigado. Segundo ele, o novo edital para a mesma contratação está em andamento, por metade do valor negociado. “Foi emitida uma nova licitação de R$ 512 milhões. Então de R$ 1 bilhão caiu para R$ 512 milhões”.

Além de investigar as suspeitas de fraude nos contratos públicos, o Gaeco também apura a evolução patrimonial dos investigados. Há indícios de aquisição de imóveis, veículos e outros bens incompatíveis com a renda oficialmente declarada por eles, inclusive por meio de pessoas interpostas.

As diligêcias foram realizadas em imóveis ligados aos ex-servidores na capital paulista e na Região Metropolitana, com recolhimento de celulares e outros materiais que serão submetidos à análise pericial. As sedes da Prefeitura de São Paulo e das secretarias municipais não foram alvo da operação.

“Apurem os omissos”

O vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL) defendeu que o MP investigue os funcionários que teriam sido “omissos” na fiscalização das licitações. “Parabenizo o Ministério Público e espero que eles apurem não só os responsáveis, mas também os omissos, aqueles que deveriam fiscalizar e impedir que isso acontecesse”, disse Mello Araújo, nas redes sociais.

O que diz a Prefeitura?

Em nota, a Prefeitura de São Paulo reforçou que em março não só exonerou preventivamente seis servidores, como também levou a denúncia ao Ministério Público. “A Prefeitura reforça que não compactua com desvios de conduta ou qualquer tipo de irregularidade. O compromisso da administração é com a ética, a transparência e o respeito ao dinheiro público”, diz a nota.