Ferroviários aprovam greve na CPTM por tempo indeterminado
Greve tem início a partir da meia-noite desta terça-feira (4/8) e afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM

O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) decidiu paralisar as atividades a partir da meia-noite de terça-feira (4/8). A medida, aprovada em assembleia nesta tarde de segunda (3/8), atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo.
Mais cedo, lideranças da categoria se reuniram com representantes do governo estadual na sede da Secretaria da Casa Civil. A reunião terminou sem um acordo entre as partes.
Na semana passada, os ferroviários já haviam aprovado um indicativo de greve para a data, caso não houvesse avanço nas negociações com o governo de São Paulo.
Entre as reivindicações da categoria, estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com o apoio do governo. O texto prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual após concessões.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA Prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio de veículos durante o dia, em razão da greve.
Em nota, a CPTM disse lamentar a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”. “Diante disso, a CPTM recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou uma multa diária de R$ 400 mil ao sindicato”, informou.
A companhia ainda criticou a decisão do sindicato de manter a paralisação e afirmou que a greve prejudicará a população. “A paralisação não contribui para a negociação e seu único efeito será o de prejudicar milhares de trabalhadores, estudantes e passageiros que dependem diariamente do transporte ferroviário. É inaceitável que a categoria use a população como instrumento de pressão política”, declarou.
Como ficará a operação nesta terça-feira (4/8)
- Linha 10-Turquesa: operação normal.
- Linhas 11-Coral e 12-Safira: funcionarão com plano de contingência adotado pela CPTM em razão da greve.
- Linha 13-Jade: não terá operação durante a paralisação.
- Expresso Aeroporto: serviço suspenso.
- Linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda: seguem com operação normal, pois são administradas por concessionárias.
- Metrô de São Paulo: todas as linhas operam normalmente.
A CPTM orienta que os passageiros das linhas afetadas acompanhem as atualizações da operação antes de sair de casa e, se possível, utilizem rotas alternativas para evitar transtornos.
Falhas nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade
Na madrugada do dia 23 de julho, a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, do sistema ferroviário de São Paulo, foi interrompida devido a uma falha provocada por ocorrência de fogo em um trem. Os passageiros precisaram desembarcar e caminhar sobre os trilhos na região da estação Tatuapé, no meio da escuridão.
O serviço nas três linhas, além do Expresso Aeroporto, havia sido assumido pela concessionária Trivia Trens dois dias antes. Desde então, ao menos seis falhas no serviço foram registradas.
Os problemas começaram na inauguração, em duas estações que, anteriormente, eram administradas pela CPTM, empresa estatal. No dia 22, a estação Brás estava com funcionamento reduzido e ficou mais de 20 minutos sem trem. Em consequência, houve superlotação. A Barra Funda também teve funcionamento reduzido, tendo um dos trens em operação esvaziado, o que gerou filas de espera maiores do que o normal.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasMais tarde, no mesmo dia, a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM retomasse, por até 90 dias, a operação da 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, e atuasse em conjunto com a Trivia Trens.
Em nota enviada ao Metrópoles, na ocasião, a concessionária pediu desculpas pelos transtornos provocados aos passageiros e afirmou sempre ter cumprido todas as suas obrigações contratuais “de forma estruturada, transparente e cooperativa”. “A concessionária reafirma seu compromisso em investigar profundamente as causas técnicas que levaram às ocorrências e impactaram tantas pessoas nos seus deslocamentos”, disse.















