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São Paulo

PM suspeito de matar esposa é transferido para presídio militar em SP

Soldado Vinicius Costa Silva foi encaminhado para o Presídio Militar Romão Gomes, o mesmo em que está tenente-coronel do caso PM Gisele

07/09/2026 17:45
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"Não se matou", diz avó de mulher achada morta com arma de marido PM - Metrópoles

O soldado da Polícia Militar Vinicius Costa Silva, de 26 anos, preso pela morte da esposa, Larissa Cruz Morata, de 29, foi transferido para um presídio militar em São Paulo. Silva foi encaminhado ao Romão Gomes, no Barro Branco, zona norte da capital, o mesmo em que está detido o tenente-coronel da reserva Geraldo Leite Rosa Neto, investigado por feminicídio contra a PM Gisele.

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Vinicius Costa Silva foi preso no velório de Larissa, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Ele teve a prisão temporária decretada pela Justiça e é considerado suspeito de feminicídio. Segundo apurou o Metrópoles, o soldado foi detido pela Corregedoria da PM, levado para a delegacia do município e, posteriormente, encaminhado para o presídio militar.

Larissa foi encontrada morta na manhã desse domingo (6/9) na suíte da residência em que o casal morava, com um ferimento de arma de fogo na cabeça. Sob o corpo da vítima, estava o revólver do PM. O policial alegou que a esposa teria cometido suicídio.

O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita. O boletim de ocorrência (B.O) fala em “dúvida razoável” quanto à hipótese de que Larissa Morata teria tirado a própria vida.

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A Polícia Civil apurou que, nas horas imediatamente anteriores ao fato, Larissa e Vinicius haviam conversado acerca do encerramento da relação conjugal. Os dois eram pais de uma criança pequena.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A polícia também colheu depoimentos de testemunhas e solicitou perícia no local, visando à análise dos vestígios e à reconstrução da dinâmica do disparo.

Também foram requisitados exames residuográficos nas mãos de Larissa e de Vinicius Silva. Além do revólver, um carregador, munições e um estojo foram apreendidos e passarão por perícia.

Defesa fala em “fatalidade” e reforça versão sobre suicídio

Em nota, a defesa do soldado da PM classificou a morte da mulher como “fatalidade” e destacou que, “desde o primeiro momento, Vinicius relatou às autoridades que Larissa tirou a própria vida”. “Trata-se de uma tragédia profundamente dolorosa, que atingiu de forma irreparável as famílias envolvidas e, sobretudo, o filho do casal”, diz o texto.

Segundo o advogado de Vinicius Costa Silva, o casal realmente terminou no domingo, mas “Vinicius jamais praticaria qualquer ato de violência contra Larissa, pois, apesar do término no dia dos fatos, mantinham uma boa relação e tinham em comum o cuidado e o afeto pelo filho, sem qualquer histórico de violência anterior”.

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A defesa destaca ainda que a irmã de Vinicius estava na residência no momento dos fatos, “sendo importante testemunha que já esclareceu as
circunstâncias em seu depoimento à autoridade policial”. Conforme o advogado, ao perceber o ocorrido, acionou o 190 e o atendimento de emergência, além de ter comunicado a família de Larissa e permanecido no local até a chegada das autoridades, e comparecido à delegacia.

“A investigação também terá acesso a conversas anteriores entre Larissa e familiares de Vinicius nas quais ela manifestava pensamentos relacionados à possibilidade de tirar a própria vida diante de uma eventual ruptura do relacionamento. A defesa considera esse material relevante para a adequada compreensão do contexto e para o esclarecimento dos fatos”, diz o comunicado.

O advogado menciona ainda que “Vinicius confia que os depoimentos, os elementos documentais, as conversas anteriormente mencionadas e, principalmente, os exames e laudos periciais permitirão esclarecer de forma objetiva a dinâmica dos acontecimentos e demonstrar que não praticou qualquer crime contra Larissa”.

Avó nega hipótese de suicídio

A avó da mulher encontrada morta com um tiro na cabeça e a arma do marido, soldado da Polícia Militar (PM), sob o próprio corpo, nega que a neta, a quem criou como filha, tenha tirado a própria vida. Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi achada na casa do casal em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo, na manhã de domingo (6/9).

Maria Aparecida Morata, avó de Larrisa, falou com a imprensa e negou a tese inicial de suicídio. Segundo a mulher, o soldado, identificado como Vinícius Costa Silva, é autor do homicídio. Veja o vídeo:

“Ela tinha planos de vida. Ela ia perder o filho que ela ama demais, demais. Ela era doente pelo filho dela. Ela ia colocar silicone agora no final desse mês, ela tinha uma consulta marcada no posto de saúde. Ela comeu um pastel comigo quinta-feira, a gente entrou pra visitar uma loja. Ela não tava brigando e não tava com problema nenhum. E ela não estava em fase de separação como estão dizendo aí, porque ela me contava tudo o que acontece com ela”, declarou.

A avó é enfática e diz que a neta “não se matou” e que “ela jamais faria isso”. “Ele matou ela. Ele matou porque mexia muito com o psicológico dela. Ele andava com aquela arma na cintura dele encarando os outros. Eu já sai com ele, eu sei. Ele encarava os outros. Ele mistura não sei o que aí e fica doido”, disse Maria Aparecida.

O Metrópoles procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para mais informações, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. A matéria será atualizada quando houver manifestação da pasta.