Irmã encontra mais de R$ 1 milhão em puff e denuncia delegada Maria Corsato
Delegada teria pedido para guardar móvel porque era "procurada devido a uma ordem de busca e apreensão". Maria Corsato não foi encontrada
25/10/2026 14:40, atualizado 25/10/2026 16:15

São Paulo — Uma irmã da delegada Maria Corsato, do 27° Distrito Policial (Campo Belo), afirmou ter encontrado mais de R$ 1 milhão em espécie escondidos dentro de um móvel da agente. O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.
Segundo o relato, a irmã recebeu da delegada um puff no dia 30 de setembro, quatro dias antes do primeiro turno das eleições — Maria Corsato foi candidata a deputada estadual pelo União, mas acabou não sendo eleita. Ao entregar o móvel, Maria Corsato disse que estaria “sendo procurada devido a uma suposta ordem de busca e apreensão”, conforme o boletim de ocorrência.
Nesse sábado (24/10), a irmã decidiu abrir o móvel com uma faca, quando teria encontrado, dentro do puff, notas de dinheiro e papéis com anotações. Ela, então, decidiu ligar para a Polícia Militar (PM), que foi até o endereço e apreendeu os objetos.
As autoridades contabilizaram, no total, 120 mil dólares (o equivalente a cerca R$ 595 mil no câmbio deste domingo), mais de 12 mil euros (pelo menos R$ 59,5 mil no câmbio do dia) e R$ 1,246 milhão, todas as moedas em espécie, além de 15 anotações. O boletim também indica que a equipe policial tentou localizar a delegada na residência dela, mas o porteiro do prédio informou que ela não estava.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPAtiva nas redes sociais, onde tem mais de 360 mil seguidores, a delegada Maria Corsato diz combater o crime, a narcocultura, as casas de apostas e dá dicas de segurança digital, além de publicar postagens críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e elogios a Flávio Bolsonaro (PL). Derrotada nas eleições deste ano, ficou apenas com a suplência. Segundo o registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a delegada declarou R$ 2,8 milhões em bens.
A declaração indica um apartamento de R$ 600 mil no Guarujá. Também há o registro de quatro imóveis em Santo André avaliados em R$ 700 mil, R$ 500 mil, R$ 300 mil e R$ 200 mil, além de R$ 500 mil aplicados em um banco.
Procurada pelo Metrópoles, a delegada não respondeu. O espaço segue aberto para manifestações.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou procedimentos para investigar a origem dos valores apreendidos e apurar eventual responsabilidade criminal e administrativa da delegada. A Polícia Militar foi acionada pela proprietária do imóvel, irmã da delegada, após encontrar o dinheiro no interior de um móvel.
“Os valores e as anotações encontrados foram apreendidos, e o dinheiro será encaminhado para depósito judicial. A apuração inclui a oitiva da denunciante e a realização das perícias cabíveis. Até o registro da ocorrência, a delegada não havia sido localizada para prestar esclarecimentos”, informou a SSP.
O caso foi registrado como lavagem de dinheiro, irregularidades funcionais e apreensão de bens.



















