Candidato à Alesp é alvo de operação do MPSP por vínculo com PCC
Emerson Rocha (Podemos) é suspeito de ligação com esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Três vereadores de Cotia também são alvo de buscas

Um candidato à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) é alvo de operação deflagrada pelo Ministério Público (MPSP) na manhã desta quinta-feira (20/8). A diligência investiga esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Três vereadores de Cotia foram alvo de mandados de busca e apreensão.
Segundo o MPSP, foram cumpridos mandados em 21 endereços. Além disso, dois mandados de prisão preventiva foram expedidos, um deles contra Emerson Dias Rocha (foto de destaque), que disputa vaga de deputado estadual pelo Podemos. O MPSP apura envolvimento direto do candidato em esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC.
Além de Emerson, a esposa dele, Francisca de Sousa Sá, também é alvo da operação.
Os vereadores investigados, também por ligação com a facção criminosa, são Eduardo Nascimento (PSB), Sergio Luiz de Freitas, conhecido como Serginho Luiz (PSB), e Yago Bezerra Neres (União Brasil) — todos de Cotia, na região metropolitana de São Paulo.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEm nota, a Câmara de Cotia confirmou que os mandados foram cumpridos, exclusivamente, nos gabinetes dos parlamentares. “Cabe esclarecer que as diligências foram realizadas exclusivamente nos gabinetes dos vereadores mencionados e não envolvem, de nenhuma forma, os departamentos administrativos do Poder Legislativo Municipal”.
De acordo com a investigação, Emerson Rocha tem fortes vínculos com o PCC. Promotores apuraram que o candidato era o responsável pelo esquema de lavagem de dinheiro da maior facção criminosa do país.

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Ver todasBatizada de Cátaros, a operação do MPSP tem o apoio de 96 policiais militares, do 5° Batalhão de Ações Especiais (Baep), e de 80 agentes da Polícia Civil. Os mandados são cumpridos em Cotia, São Paulo, Jandira, São Lourenço da Serra e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Em nota, o Podemos Nacional afirmou que acompanha o desenrolar das investigações e que aguarda informações das autoridades para decidir quais serão as medidas internas tomadas, “respeitando todos os trâmites e direitos individuais de defesa”.



