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São Paulo

Bebê teria morrido por asfixia após prender cabeça em grade de creche

O bebê de 1 ano e 4 meses ficou com a cabeça presa por cerca de 7 minutos e estava sem supervisão, segundo o advogado da família

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Imagem colorida mostra bebê morto em creche. Metrópoles

O bebê Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, que morreu após ficar com a cabeça presa entre uma grade e uma parede na Creche Luz do Brás, na região central de São Paulo, nessa quarta-feira (22/7), teria morrido por asfixia, segundo uma guia médica obtida pelo Metrópoles. Dieng estava sem a supervisão de funcionários e ficou com a cabeça presa por aproximadamente 7 minutos, conforme o advogado da família.

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Após morte do bebê durante uma atividade recreativa, cinco funcionários da Creche Luz do Brás passaram a ser investigados pela Polícia Civil
Bebê teria morrido por asfixia após prender cabeça em grade de creche - imagem 3
Bebê de 1 ano participava de uma atividade recreativa quando ficou com a cabeça presa na grade da creche. Cinco pessoas são investigadas
Bebê Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, que morreu após ficar cerca de seis minutos com a cabeça presa entre uma grade e uma parede na Creche Luz do Brás
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Bebê Abdoulaye Dieng, de 1 ano e 4 meses, que morreu após ficar cerca de seis minutos com a cabeça presa entre uma grade e uma parede na Creche Luz do Brás

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Após morte do bebê durante uma atividade recreativa, cinco funcionários da Creche Luz do Brás passaram a ser investigados pela Polícia Civil
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Após morte do bebê durante uma atividade recreativa, cinco funcionários da Creche Luz do Brás passaram a ser investigados pela Polícia Civil

Reprodução / TV Bandeirantes
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Bebê de 1 ano participava de uma atividade recreativa quando ficou com a cabeça presa na grade da creche. Cinco pessoas são investigadas
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Bebê de 1 ano participava de uma atividade recreativa quando ficou com a cabeça presa na grade da creche. Cinco pessoas são investigadas

Reprodução / TV Bandeirantes

Ao Metrópoles, a defesa afirmou que os servidores da unidade participavam de uma confraternização em comemoração ao aniversário da diretora, que acontecia no refeitório da creche, no momento do ocorrido. “Juntou todos os funcionários e largaram as crianças à própria sorte.”

Somente cerca de 7 minutos depois, o bebê foi socorrido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca, mas não sobreviveu. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e cinco funcionários da Creche Luz do Brás são investigados.

Creche falou ao pai que bebê “passou mal”

Mensagens enviadas por funcionários da Creche Luz do Brás ao pai de Abdoulaye Dieng mostram que a família foi informada apenas de que o bebê havia “passado mal”, sem qualquer menção à gravidade do acidente.

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Na troca de mensagens obtidas pelo Metrópoles, o número da Creche Luz do Brás enviou a seguinte mensagem ao pai, às 9h18: “Oie, bom dia. O Abdoulaye passou mal. Estamos levando ele para o hospital”. Logo em seguida, houve uma ligação de cerca de 30 segundos entre a unidade e o responsável pela criança.

Na sequência, às 9h19, uma nova mensagem foi enviada informando apenas o destino do atendimento: “UBS Mooca, UBS Mooca.” Cerca de 20 minutos depois, às 9h38, o mesmo contato escreveu “Olá”.

Às 9h44, uma nova mensagem foi encaminhada perguntando: “Olá, vocês estão indo para a UBS?”, seguida de outra ligação telefônica.

Segundo Erson de Oliveira, advogado da família, as mensagens transmitiram aos pais a impressão de que o quadro não era tão grave. “Eles mandaram uma mensagem dizendo que a criança tinha passado mal. Os pais acreditaram que o filho estava passando por um atendimento médico”, afirmou.

De acordo com o advogado, a forma como a família foi comunicada também será levada em consideração durante a investigação.

O que diz a prefeitura

Questionada pelo reportagem sobre a informação de que funcionários participavam de uma confraternização no momento da morte de Abdoulaye, a Secretaria Municipal de Educação (SME) não respondeu diretamente se havia uma comemoração na unidade. Em nota, a pasta afirmou que instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso, independentemente da investigação conduzida pela Polícia Civil.

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A pasta informou que, caso sejam confirmadas irregularidades, adotará as medidas cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização responsável pela administração da creche.

A SME acrescentou que a sala onde ocorreu o acidente permanece interditada para análise técnica e que equipes do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (Naapa) prestam assistência à família da criança, além de oferecer acolhimento às demais crianças, aos familiares e funcionários da unidade.


Entenda o caso

  • Na manhã de quarta-feira (22/7), um bebê de 1 ano e 4 meses participava de uma atividade recreativa na Creche Luz do Brás, na região central de São Paulo, quando colocou a cabeça no espaço entre uma grade e uma parede.
  • Segundo o boletim de ocorrência, o bebê permaneceu com a cabeça presa por aproximadamente sete minutos até ser retirado por funcionários da instituição.
  • Após ser resgatado, o bebê foi levado para a UPA Mooca, onde recebeu atendimento médico. Apesar das tentativas, a morte foi confirmada na unidade de saúde.
  • O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e é investigado pelo 8º Distrito Policial (Brás). Perícias foram solicitadas ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML).
  • De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), cinco funcionários da creche são investigados, entre eles a diretora, a coordenadora, uma professora, uma pedagoga e outro funcionário da instituição.
  • A Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou que presta assistência à família da criança, disse colaborar com a apuração e informou que adotará as medidas cabíveis após a conclusão das investigações.