Astrônomo do interior de SP registra região com açúcar no espaço. Veja
Cientistas encontraram, pela primeira vez, substância chamada eritrulose, o que pode dar respostas sobre a vida no planeta Terra

O farmacêutico e astrônomo amador Jefferson Mazzoni, do interior de São Paulo, fotografou a região na Via Láctea onde cientistas encontraram, pela primeira vez, um tipo de açúcar chamado eritrulose. Na segunda-feira (13/7), um artigo publicado na revista científica Nature Astronomy detalhou a descoberta.
A equipe de pesquisadores, liderada pela espanhola Izaskun Jiménez-Serra, realizou uma varredura em uma nuvem cósmica localizada no centro da galáxia, a uma distância de aproximadamente 27 mil anos-luz da Terra. “Eu já tinha fotografado várias vezes o centro da Via Láctea”, contou Jefferson ao Metrópoles. Depois de ficar sabendo da descoberta, ele decidiu realizar novos registros utilizando os próprios telescópios na cidade de Nova Aliança, na região metropolitana de São José do Rio Preto.
Açúcar e vida no espaço
- Essa é a primeira vez que astrônomos encontram um tipo de açúcar no espaço interestelar.
- Chamada de eritrulose, a substância é um tipo de açúcar mais complexo, composto por quatro átomos de carbono.
- Ela pertence à mesma família de açúcares que são essenciais à vida, por fornecerem energia, formarem estruturas biológicas e estarem presentes no material genético.
- O achado ressalta a hipótese de que moléculas que são fundamentais para o surgimento da vida possam ter se formado no espaço e viajado para a Terra por meio de cometas ou asteroides há bilhões de anos.
O estudo indica também que o açúcar encontrado no espaço pode ter surgido por meio de poeira interestelar. O meio interestelar funciona como uma fábrica química responsável por mais de 340 moléculas detectadas.

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Ver todasSegundo o estudo, o principal desafio em encontrar açúcar no espaço era a falta de dados de laboratórios em fase gasosa, pois essas moléculas são frágeis. A eritrulose foi encontrada em abundância, o que contraria o padrão do espaço, onde moléculas maiores são encontradas em menor quantidade.
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