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São Paulo

Assistente de sindicato é preso por suspeita de extorsão de R$ 30 mil

Segundo a Polícia Civil, assistente de diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes exigiu R$ 30 mil de empresária

Divulgação / Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes
Segundo a Polícia Civil, assistente de diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes exigiu R$ 30 mil de empresária - Metrópoles

Um assistente da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes foi preso em flagrante pela Polícia Civil, suspeito de extorquir a representante de uma empresa de elevadores. De acordo com a investigação, Isaias de Sousa Silva exigiu R$ 30 mil para que a firma da vítima não sofresse retaliações nem fosse vinculada ao sindicato.

De acordo com a empresária, os problemas começaram em outubro de 2025. Ela afirmou à polícia que passou a ser pressionada por Josias, que teria exigido R$ 10 mil para que a empresa não fosse retaliada nem fosse obrigada a se filiar ao sindicato. Com medo dos prejuízos que as ameaças poderiam causar ao negócio, a representante da empresa disse que fez o pagamento: R$ 7,5 mil por Pix e outros R$ 2,5 mil em dinheiro.

Meses depois, segundo a investigação policial, um novo pedido de dinheiro foi feito. No dia 25 de junho, Isaias, que trabalha como assistente de diretoria do sindicato, entrou em contato com a empresária dizendo que precisava conversar com ela com urgência. Desconfiada de que seria alvo de uma nova cobrança, ela registrou um boletim de ocorrência e passou a agir com o apoio da Polícia Civil.

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Assistente de sindicato cobrou R$ 30 mil

Na manhã de 30 de junho, Isaias foi até a empresa. A empresária gravou a conversa e contou aos investigadores que ele exigiu R$ 30 mil para que as ameaças cessassem e a empresa deixasse de ser vinculada ao sindicato. Fingindo aceitar a cobrança, ela disse que iria ao banco buscar o dinheiro e avisou a equipe policial, que acompanhava toda a movimentação.

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Os investigadores esperaram o momento combinado e abordaram Isaias quando a empresária entrou no carro dele para fazer a suposta entrega do dinheiro. O assistente de diretoria foi preso em flagrante por extorsão.

Em depoimento, Isaias afirmou que foi à empresa apenas para apresentar uma “pauta de reivindicações” e negou ter pedido qualquer quantia. Depois de ser confrontado com as provas reunidas pela investigação, porém, preferiu exercer o direito de permanecer em silêncio e disse que só prestará novos esclarecimentos em juízo ou na presença da advogada.

A Polícia Civil apreendeu o áudio gravado pela empresária durante o encontro e também mensagens trocadas entre ela e Isaias. Para os investigadores, há indícios de que o assistente de diretoria atuava em conjunto com Josias Alves da Silva, diretor do sindicato, cuja participação no caso ainda é investigada.

O Metrópoles procurou o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes para comentar o caso. A assessoria de imprensa informou que não foi possível obter um posicionamento, mas houve resposta até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.