PCDF desmantela império de fachada e bloqueia bens de facção Comboio do Cão
Draco detona 2ª fase de operação contra o Comboio do Cão e desmantela estrutura usada para lavar dinheiro de homicídios e tráfico de drogas

Em uma grande investida para asfixiar as finanças da facção criminosa Comboio do Cão (CDC), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor), deflagrou nas primeiras horas desta quinta-feira (29/10) a segunda fase da Operação Fittizia. Sob forte aparato de segurança, 40 policiais civis saíram às ruas em um cerco para cumprir 15 mandados de prisão preventiva e estrangular o braço financeiro do grupo, derrubando o esquema que lavava e ocultava milhões amealhados pelo crime organizado.
As diligências ocorrem de forma simultânea nas regiões de Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires e Planaltina, além do estado da Paraíba. Além das prisões, a ofensiva garantiu o bloqueio judicial de dois novos imóveis localizados no DF e em Goiás, além de manter as restrições patrimoniais sobre outros três imóveis, veículos e ativos bancários previamente indisponibilizados.

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Ver todasOs investigados foram denunciados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas em abstrato variam de 6 a 18 anos de prisão, mais multa. O ponto de partida da investigação foi a prisão de um homem investigado por integrar a facção criminosa Comboio do Cão e por executar um homicídio a serviço do grupo.
Movimentações financeiras
Na ocasião da captura, os agentes constataram que o suspeito utilizava documento de identidade falso. A partir desse achado, os investigadores da Draco mapearam movimentações financeiras atípicas e identificaram uma rede de laranjas e empresas de fachada usadas para mascarar o dinheiro do crime.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesCom o desdobramento da primeira fase — deflagrada em 28 de novembro de 2024 com 14 prisões temporárias —, os investigadores analisaram dados bancários, fiscais e eletrônicos apreendidos. O material revelou um esquema sofisticado que utilizava:
- Empresas de fachada e documentos falsos para abertura de contas;
- Contas de terceiros e cartões compartilhados para diluir repasses;
- Maquininhas de cartão para simular operações comerciais e lavar grandes quantias;
- Movimentações milionárias incompatíveis com a renda declarada dos investigados
Denúncia e sequestro de bens
Com a conclusão do inquérito pela Draco, a 10ª Promotoria de Justiça Criminal de Taguatinga ofereceu denúncia contra o grupo. A Justiça acatou o pedido e decretou a prisão preventiva dos 15 investigados, apontados como operadores do esquema financeiro.
Além das prisões, a decisão determinou o bloqueio de mais dois imóveis localizados no DF e em Goiás, mantendo ainda as restrições judiciais sobre outros três imóveis, veículos e ativos financeiros já apreendidos anteriormente.
Os denunciados responderão por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, as penas somadas podem variar de 6 a 18 anos de reclusão, além de multa.

