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Copa do Mundo 2026Grande Angular

Shopee é notificada por venda de figurinhas falsificadas da Copa

Secretaria do Consumidor do DF notificou a Shopee e pediu explicações sobre a venda de figurinhas "não oficiais" da Copa do Mundo 2026

Isadora Teixeira, Samara Schwingel10/06/2026 16:12, atualizado 11/06/2026 14:24
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Imagem ilustrativa/ Shopee
Foto colorida de caixa escrita Shopee bandidos - Metrópoles

A Secretaria do Consumidor do Distrito Federal notificou a Shopee e pediu explicações sobre a venda de figurinhas e álbuns da Copa do Mundo 2026 anunciados como “não oficiais” na plataforma.

A pasta pediu a imediata suspensão dos anúncios e questionou quais mecanismos de controle são utilizados para impedir a comercialização de produtos falsificados na plataforma.

A notificação foi assinada na terça-feira (9/6). A Shopee terá 10 dias para responder à pasta.

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Reprodução/Secretaria do Consumidor

A secretaria considerou que, mesmo que o anúncio contenha o aviso de produto “não oficial”, isso não seria suficiente para evitar a possibilidade de indução do consumidor a erro, a falsa expectativa de compatibilidade com coleções oficiais; ou a frustração da legítima expectativa de qualidade, autenticidade e valor de coleção.

Além disso, identificou que a comercialização de produtos “potencialmente contrafeitos ou não licenciados não representa apenas possível violação de direitos marcários e autorais, mas também prática que pode atingir diretamente os consumidores ao introduzir no mercado produtos sem garantia de origem legítima”.

O secretário do Consumidor do DF, Samuel Konig, disse que os clientes “não podem ser transformados em fiscal de plataforma digital”. “Quando anúncios utilizam a imagem da Copa do Mundo, símbolos da FIFA e oferecem produtos anunciados como ‘não oficiais’, existe um risco evidente de confusão e prejuízo ao consumidor”, declarou.

“Nossa atuação é para garantir transparência, combater possíveis falsificações e impedir que milhares de pessoas sejam induzidas a comprar algo diferente daquilo que acreditam estar adquirindo. As plataformas têm responsabilidade de agir quando são formalmente alertadas sobre situações que podem colocar consumidores em risco”, afirmou o secretário.

A reportagem tenta contato com a Shopee. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

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