
Zema defende Milei, mas diz que crítica poderia ser "mais civilizada"
Em SP, candidato à Presidência pelo Novo afirmou que presidente argentino está "coberto de razão", mas questionou forma usada nas críticas

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) defendeu as críticas do presidente da Argentina, Javier Milei, ao Brasil e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas afirmou que os comentários poderiam ter sido feitos de maneira “mais civilizada”. As declarações foram dadas em entrevista coletiva, concedida nesta terça-feira (28/7), em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.
“O Milei fez muito corretamente em criticar. Talvez ele não tenha usado o melhor canal, eu usaria o canal oficial. Colocaria uma nota de repúdio via embaixada que não concordo com isso. […] Talvez ele não tenha feito da maneira mais correta e mais civilizada, mas ele está coberto de razão”, afirmou Zema.
As críticas a que o candidato do Novo se referem foram compartilhadas por Milei nas redes sociais, na segunda-feira (27/7).
Em uma das postagens, um usuário diz que Milei pode ser acusado de usar linguagem politicamente incorreta, mas não de calúnia. “Quando a confusão e o conflito passarem, o que restará é a verdade: Lula é um ex-presidiário, libertado por questões processuais, e não por ser inocente”, diz o texto.
“Lula é um ex-condenado e, quando foi à Argentina, visitou a aliada também condenada. Ele é o fundador do Foro de São Paulo e mantém Bolsonaro inelegível”, diz outro post.
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Frequência de envio: Diário
Ver todasA crise entre os dois presidentes tomou forma no fim de semana, quando Milei esteve no Brasil para participar da convenção do PL – o evento oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. Na ocasião, Milei fez críticas a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seu discurso, Milei afirmou que apenas Flávio Bolsonaro “pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros”. O argentino também disse que o Brasil está “a caminho da crise da dívida” e interrompeu a fala em mais de uma ocasião para incentivar o público a entoar o coro de “Lula ladrão”.
Zema também falou em “frutas podres” no STF
Sem citar nomes, Zema afirmou que “três frutas podres” do STF precisam ser “substituídas”, em referência a ministros da Corte. O ex-governador de Minas Gerais fez o comentário durante entrevista, nesta segunda-feira, à TV Metrópoles, no YouTube, e o reiterou na entrevista coletiva desta terça.
Questionado sobre quem seriam os ministros, o político preferiu não citar diretamente.
“É o ministro cuja esposa fez um contrato de R$ 129 milhões; um outro ministro que fez uma transação do Tayayá, de 35; e um outro ministro que recebeu apoio para seus congressos jurídicos. Aí, todos andaram no jatinho do banqueiro bandido, todos enriquecendo por causa do banqueiro bandido. O brasileiro está com isso na garganta”, declarou Zema à TV Metrópoles.



