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São Paulo

“Vocês vão parar no tempo?”, diz Flávio ao ser perguntado sobre Master.

Candidato atribuiu novamente a prestação de contas do filme Dark Horse à perícia que a produtora anexou ao inquérito da Polícia Civil de SP

25/08/2026 14:19, atualizado 25/08/2026 14:21
Samuel Pancher/Metrópoles
Flávio Bolsonaro concede coletiva em São Paulo.

Ao ser questionado sobre o contrato do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, nessa segunda-feira (24/8), que “não deve explicações”. “Vocês querem insistir sobre um filme privado que não tem contraprestação pública de nada?”, disparou.

Flávio atribuiu, novamente, a prestação de contas a uma perícia que a produtora do filme anexou ao inquérito da Polícia Civil de São Paulo. Além de ter tido encontros presenciais, Flávio pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pelo escândalo do Banco Master, com o pretexto de financiar o filme.

Nessa segunda, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou que a corporação tenha acesso aos dados da operação contra a produtora do filme. Anteriormente, na manhã da última quinta (20/8), Flávio também havia afirmado: “Quem tem que explicar é [o presidente] Lula, não sou eu”.

Durante a visita à Fiesp, nessa segunda, Flávio Bolsonaro ainda indicou que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o único concorrente dele nestas eleições, já que não vê Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) como adversários.

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“Quero pedir a todos aqueles que estão votando neles hoje que levem em consideração votar já no Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Porque eu tenho certeza de que todo mundo que está escolhendo todos esses candidatos aí, o Zema, o Caiado, o Renan, o Augusto Cury, ninguém aguenta mais o PT”, afirmou. ”Votem naquele que tem capacidade, o único que pode derrotar o Lula.”

Na Fiesp, Flávio também negou ter cobrado mais engajamento do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na campanha presidencial. “Não preciso de pacto com o Tarcísio para a gente caminhar junto. Nós sempre caminhamos juntos e é assim que a gente vai continuar”, afirmou.

A fala ocorreu, em entrevista a jornalistas, após um encontro com diretores da Federação das Indústrias do Estados de São Paulo (Fiesp). Na ocasião, o presidente da entidade, Paulo Skaf, insinuou apoio ao candidato do PL.

Ao ser questionado se o engajamento de Tarcísio está adequado, Flávio avaliou estar satisfeito. “Não só do Tarcísio, mas do prefeito Ricardo Nunes, da sua base de vereadores, dos nossos candidatos a deputado federal, deputados não apenas do PL, mas também do Republicanos, que é o partido do governador Tarcísio. E não por acaso, a campanha começou agora praticamente e a gente já está abrindo uma larga vantagem.”