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São Paulo

Voadora em idoso, flechada em carroceiro: quem é o oriental procurado em SP

Denis Young Kim já havia sido condenado a 14 anos de prisão após matar um homem com uma balestra, em 2016

Redes sociais/Reprodução
Voadora em idoso, flechada em carroceiro: quem é o oriental procurado em SP

Denis Young Kim, oriental apontado como autor de uma agressão contra um idoso, de 78 anos em Osasco, na Grande São Paulo, na última sexta-feira (30/10), não é um desconhecido da polícia e da Justiça de São Paulo. Em 2021, ele já havia sido condenado a 14 anos de prisão por matar um homem com uma flechada disparada por uma balestra.

Imagens da agressão mostram o momento em que o motorista desce do carro e atinge o idoso com uma voadora nas costas. A vítima cai imediatamente. A discussão teria começado depois que o veículo passou muito perto do homem, que usava muletas e encostou uma delas no automóvel.

Veja o momento:

O episódio aconteceu na rua Octalles Marcondes Ferreira. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga o caso, registrado no 5º Distrito Policial de Osasco. Segundo a pasta, as diligências buscam confirmar a identificação do autor e realizar exames médico-legais na vítima.

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Condenação por homicídio

Anteriormente, Denis foi condenado pelo assassinato de Aldemir Ribeiro Pontes, em setembro de 2016. O crime ocorreu na rua Mamoré, no bairro do Bom Retiro, região central de São Paulo. Segundo a sentença, Denis utilizou uma balestra — arma também conhecida como besta — para atingir com uma flecha a vítima, que tinha mais de 60 anos.

O caso foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri em maio de 2021. Os jurados reconheceram que Denis teve intenção de matar e que o homicídio foi cometido por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

A Justiça fixou a pena em 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Durante o processo, Denis confessou ter efetuado o disparo com a balestra.

Outro processo

Em uma ação penal julgada em 2017, Denis também respondeu por adulteração de sinal identificador de veículo, resistência e posse de drogas para consumo pessoal. Ele foi absolvido das acusações de adulteração da placa e resistência, mas recebeu uma medida de advertência pela posse de maconha para uso próprio.

Naquele processo, Denis afirmou que havia adulterado a placa do carro com fita adesiva por medo, depois de ter se envolvido no homicídio. A sentença registra que policiais encontraram uma balestra e uma espada no apartamento dele durante as investigações sobre o assassinato.

A condenação pelo homicídio, por sua vez, foi proferida em 2021. A sentença determinou o cumprimento da pena em regime fechado.