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São Paulo

Veja empresas farmacêuticas suspensas em operação contra remédios falsos

Operação do Ministério Público de São Paulo cumpre mandados contra investigados por esquema de falsificação de remédios para tratar câncer

05/11/2026 08:32
Mufid Majnun/Unsplash
Close-up das mãos de uma pessoa segurando uma seringa puxando líquido de uma ampola. Conceito de vacina. Metrópoles

São Paulo — O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a suspensão das atividades de sete empresas farmacêuticas relacionadas a uma operação nesta quinta-feira (5/11) contra remédios falsos para tratar câncer. Os pedidos foram aceitos pela Justiça.

A operação, batizada de Laziosi, é fruto de uma investigação iniciada em 2024, após o laboratório fabricante de um imunoterápico de alto custo, usado no tratamento oncológico, noticiar que a distribuidora Nacionalfarma Comercial Ltda vendeu uma unidade falsificada do medicamento a um hospital da capital paulista. À época, uma perícia oficial confirmou a falsificação.


Empresas suspensas em operação contra remédios falsos

  • Nacionalfarma Comercial Ltda.
  • Longmed Produtos Médico-Hospitalares Ltda.
  • Ideal Pharma Distribuidora de Materiais e Medicamentos Hospitalares Ltda.
  • Shar Serviços Administrativos e Financeiros Ltda.
  • Hamb-Pharma Distribuidora Ltda.
  • Lauris & Lauris Distribuidora de Medicamentos Ltda.
  • Siegh Distribuidora Hospitalar de Medicamentos, Oncologia e Materiais Hospitalares Ltda.

Na primeira fase da operação, realizada em novembro de 2024, as autoridades descobriram que a atuação da distribuidora estava relacionada com uma rede de empresas interligadas, parte delas sem estrutura operacional nos endereços declarados. Entre janeiro e novembro de 2024, a distribuidora teria emitido notas fiscais de saída do imunoterápico falsificado que somam mais de R$ 1,5 milhão, para destinatários de sete estados.

Em abril de 2025, mesmo após essa primeira fase da operação, a distribuidora teria vendido a um hospital do interior paulista mais nove unidades de outro medicamento oncológico, também falsificado. Segundo o Ministério Público, o hospital informou que uma das unidades falsas chegou a ser aplicada em um paciente.

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As outras oito unidades foram recolhidas pela própria distribuidora e trocadas por unidades de um lote que coincide com uma carga roubada em Minas Gerais.

No total, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e na capital paulista.

Também foram determinados o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores dos investigados e de empresas relacionadas.