Trabalhadores da CET anunciam greve às vésperas do GP da Fórmula 1 em SP
Agentes da CET anunciaram greve a partir das 22h desta quinta-feira (5/11), horas antes do início do fim de semana de Fórmula 1 em SP

São Paulo – Trabalhadores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo anunciaram uma greve a partir das 22h desta quinta-feira (5/11). O anúncio acontece na véspera do fim de semana do Grande Prêmio de Fórmula 1, que acontece em Interlagos, na zona sul da capital paulista. Representantes do sindicato se reúnem com a presidência da companhia no final desta manhã para conversar sobre a continuidade do estado de greve.
A paralisação foi confirmada após uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) terminar sem acordo sobre o reajuste salarial dos agentes. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente do Sindiviários, Michel Costa, afirmou que o juiz ofereceu um reajuste de 4,11% nos salários da categoria.
“A categoria tentou negociar. Esperou uma proposta concreta. Mas não vamos adiar a defesa dos nossos direitos sem uma resposta. A empresa pagou para ver. Chegou a nossa hora”, disse o sindicalista.
Em um comunicado divulgado no dia 2 de novembro, o sindicato já havia demonstrado intenção de fazer a greve, alegando que a CET passa por sucateamento, falta de efetivo, sobrecarga de trabalho e ameaças a direitos conquistados pela categoria.

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Ver todasA paralisação está prevista para começar horas antes do início do fim de semana de Fórmula 1 em São Paulo. Para receber os fãs de velocidade a CET anunciou uma operação especial que vai de sexta-feira (6/11) até o domingo (8/11), das 4h às 21h.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPVeja as alterações no fluxo de trânsito da capital durante a Fórmula 1.
Assembleia para debater proposta
O Sindiviários convocou os trabalhadores da CET para uma assembleia que deve decidir a continuidade da greve ou não, às 19h. O encontro está marcado para acontecer na Câmara Municipal de São Paulo.
Na reunião será debatida a proposta apresentada pelo TRT e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que prevê reajuste de 4,11% nos salários, no vale-alimentação, no vale-refeição, na Programa de Participação nos Resultados (PPR), e nas demais cláusulas de natureza econômica, com manutenção das demais cláusulas do acordo.
