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Eleições 2026São Paulo

Tarcísio e Haddad protagonizam debate nacionalizado às vésperas do 1º turno

Candidatos ao governo de São Paulo participaram do debate na TV Globo e discutiram sobre os governos Lula (PT) e Bolsonaro (PL)

30/09/2026 01:08, atualizado 30/09/2026 01:32
Montagem Metrópoles
Tarcísio e Haddad protagonizam debate nacionalizado às vésperas do 1º turno

O último debate dos candidatos ao governo paulista antes do primeiro turno teve tom nacionalizado, com Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) discutindo o desempenho dos governos de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). O evento aconteceu nos estúdios da TV Globo, no Brooklin, zona sul de São Paulo, nesta terça-feira (29/9).

O programa começou com Haddad alfinetando Tarcísio pela ausência em outros debates – o governador participou de apenas um evento, o da TV Bandeirantes, até esta terça.

Na sequência, o petista questionou o adversário sobre o avanço da facção Comando Vermelho pela região de Piracicaba, no interior paulista. “Você vai continuar negando esse fato?”, perguntou.

Tarcísio citou quedas de indicadores de criminalidade e afirmou que a polícia tem combatido o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) no estado. “Na semana passada trouxemos para cá dois criminosos do PCC que estavam na Bolívia”, afirmou.

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Haddad, então, usou a prisão do ex-vereador Milton Leite (União) para atacar Tarcísio e seu aliado na capital, o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

“Tarcísio você estava pedindo voto 15 dias atrás para os filhos do Milton Leite”, afirmou, perguntando depois se “ninguém informou que você não devia subir no palanque”. O petista ainda disse que a capital paulista é comandada por Milton Leite e tem um “prefeito sombra”, em referência à Nunes.

Tarcísio voltou a usar o argumento de que a relação entre ele e a família Leite era “institucional” e rebateu o ataque, afirmando que Haddad esteve ao lado de uma pessoa ligada ao PCC ao visitar a Favela do Moinho, no centro de São Paulo.

O primeiro bloco teve ainda os dois discutindo sobre saúde, com o petista criticando a fila para cirurgias no estado e Tarcísio citando investimentos de sua gestão na área.

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Haddad anunciou o plano de governo para cultura
Fernando Haddad e Lula participam de caminhada em São Miguel Paulista
Flávio acompanha Tarcísio durante agenda em igreja evangélica em SP
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Fernando Haddad (PT)
Tarcísio em evento de campanha na Igreja Mundial do Poder de Deus no feriado de 7 de Setembro
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Tarcísio em evento de campanha na Igreja Mundial do Poder de Deus no feriado de 7 de Setembro

Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas
Haddad anunciou o plano de governo para cultura
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Haddad anunciou o plano de governo para cultura

Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando Haddad
Fernando Haddad e Lula participam de caminhada em São Miguel Paulista
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Fernando Haddad e Lula participam de caminhada em São Miguel Paulista

Ricardo Stuckert.
Flávio acompanha Tarcísio durante agenda em igreja evangélica em SP
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Flávio acompanha Tarcísio durante agenda em igreja evangélica em SP

Caiuá Maia/Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas
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Alessandra Ferreira / Metrópoles
Fernando Haddad (PT)
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Fernando Haddad (PT)

Malu Lopes/Metrópoles

Logo depois, os candidatos começaram a nacionalizar o debate, discutindo sobre os governos Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Haddad citou o impacto da pandemia na saúde. “Você tem ideia do estoque de procedimentos represados? […] Você sabe a herança que nós recebemos de vocês na saúde?”, afirmou.

O ex-ministro da Fazenda de Lula e o ex-ministro de Infraestrutura de Bolsonaro passaram vários minutos debatendo os recursos enviados por seus presidentes ao estado de São Paulo e as políticas econômicas das duas gestões.

“Compara os empregos que nós geramos com o que vocês geraram”, afirmou Haddad, para o que Tarcísio respondeu dizendo que “a gente está vendo a economia patinando, as pessoas endividadas, as empresas quebrando”.

Em determinado momento, quando Tarcísio citou a crise na Casas Bahia, Haddad lembrou as denúncias de exploração sexual infantil envolvendo o fundador da empresa, Samuel Klein. “Pedófilo deve administrar muito mal sua empresa. Ele que pague”, disse o petista.

Nas discussões sobre propostas, os dois debateram sobre a situação das mães atípicas e o transporte na região metropolitana.

Tarcísio prometeu reduzir a jornada de trabalho para as servidoras que têm filhos atípicos e disse que irá criar em São Paulo as casas da Mãe Atípica para atender essas mulheres.

Sobre transporte, Haddad prometeu criar o Bilhete Único Metropolitano e questionou Tarcísio sobre o modelo. Curiosamente, o governador defendeu uma política tarifária metropolitana, repetindo a ideia ventilada pelo adversário. Ao final do evento, em coletiva a jornalistas, Tarcísio confirmou que irá estudar a implantação do modelo.

No terceiro bloco, ao falar sobre educação, houve um momento “torta de climão” após Haddad questionar Tarcísio sobre os indicadores de alfabetização. O governador perguntou por que o Ministério da Educação (MEC) havia dado Selo Ouro para o estado se os indicadores eram ruins. Haddad respondeu “não sei do que você está falando”.

A certificação entregue pelo MEC é feita para reconhecer o compromisso de secretarias com a alfabetização. O estado de São Paulo recebeu o selo, mas a taxa de alfabetização na idade certa, em 58,1%, ficou abaixo da média nacional, de 59,2%.

Em resposta à imprensa ao fim do evento, Haddad disse que Tarcísio seguiu sem responder sobre o patamar em que o estado está. “Com todo o respeito, eu dei até uma risada ali porque eu acho que fugir do problema não é bom. Como é que você vai resolver isso?”, questionou.

Os dois também debateram sobre Sabesp e concessões, com Haddad criticando as privatizações e Tarcísio defendendo os modelos.

Nas considerações finais, Tarcísio citou Flávio Bolsonaro (PL) pela primeira vez, dizendo que o filho do ex-presidente é seu candidato. Haddad também aproveitou o espaço final para defender Lula e atacar Flávio. “Estamos em uma situação crítica e temos um presidente testado e aprovado pela população”, afirmou o petista.

Aliados dos dois candidatos acompanharam o debate da plateia. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sentou ao lado da primeira-dama Cristiane Freitas. O vice-governador, Felício Ramuth (MDB), o candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP), o deputado federal Baleia Rossi (MDB), e o deputado federal Ricardo Salles (Novo) também assistira o programa ao vivo.

Entre os apoiadores de Haddad estavam presentes o candidato à vice-governador Márcio França (PSB), as candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), a esposa Ana Estela Haddad e o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT).

O encontro na TV Globo aconteceu 51 dias depois do primeiro e único debate da disputa até então, na TV Bandeirantes, em 9 de agosto.

Tarcísio negou todos os convites para participar de debates desde aquela data. Em vantagem na disputa e com chance de ser reeleito ainda em primeiro turno, o candidato evitou os confrontos que poderiam deixá-lo mais exposto. Oficialmente, a justificativa para se furtar aos eventos era a de que os debates eram “mais do mesmo”.

O evento na Globo é considerado um clássico nas disputas eleitorais por acontecer a poucos dias da eleição. Os dois candidatos passaram a terça-feira (29/9) se preparando para o encontro.

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