
Tarcísio classifica MP das Bets de Lula como "oportunismo eleitoral"
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas se disse contra bets e jogos de azar, mas questionou timing do anúncio do governo federal

O governador de São Paulo e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou neste sábado (26/9), a Medida Provisória (MP) que proíbe bets no Brasil, como “oportunismo eleitoral”, apesar de admitir que também é contra jogos de azar e cassinos on-line.
“Eu sou absolutamente contra a bet, contra o jogo, acho que isso está massacrando o brasileiro,[mas] é claro que é oportunismo eleitoral”, afirmou Tarcísio durante agenda de campanha na zona leste da capital. “O que deixa [me] chateado é o seguinte: o senso de urgência só foi desenvolvido agora, agora eles perceberam que isso é um problema, faltando nove dias, uma semana para a eleição. Quer dizer, ao longo de quatro anos eles não perceberam [o problema]”.
O governador de São Paulo ainda disse que alguns pontos sobre a proibição das bets precisam ser esclarecidos para a população, como uma possível ajuda financeira oferecida pelo governo federal aos clubes de futebol.
Durante o anúncio nessa sexta-feira (25/9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que deve convocar as equipes e confederações esportivas para avaliar o impacto do fim das bets sobre o esporte brasileiro, mas que por enquanto não há previsão de socorro imediato às equipes que perderem receitas de patrocínio.
A MP tem força de lei e já está em vigor — no momento, as plataformas de apostas on-line já estão proibidas de operar e seus sites só ficarão disponíveis para apostadores realizarem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro, quando devem sair do ar.
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Ver todasTarcísio também cumpriu agenda no Itaim Paulista, ao lado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Na ocasião, o governador pediu votos aos outros candidatos de sua chapa eleitoral, como os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).



