
Em SP, Lula busca apoio popular, enquanto Flávio fortalece base política
Candidatos ao 2º turno para a Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) cumprem agendas de campanha em SP, neste domingo (11/10)

São Paulo — Os dois candidatos que disputam o segundo turno na eleição para a Presidência da República têm agendas de campanha em São Paulo neste domingo (11/10). Em busca da reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta à Avenida Paulista, onde encerrou a campanha de primeiro turno, para um ato público. Já Flávio Bolsonaro escolheu reunir-se com políticos locais para fortalecer sua base de apoio.
O ato na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, já estava agendado e anunciava a presença de nomes como o do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) – candidato derrotado ao governo paulista –, e do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol). A confirmação da participação do candidato à reeleição foi anunciada apenas na noite desse sábado (10/10), por meio de um post nas redes sociais de Lula.

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Ver todasO evento está marcado para as 12h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e deve seguir em direção à Praça Roosevelt.
No mesmo horário e também no centro da capital paulista, Flávio Bolsonaro tem duas reuniões agendadas. A primeira, com vereadores, e a segunda, com prefeitos de cidades do estado. O encontro será em um restaurante, no Shopping Light.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPReeleito governador de São Paulo e aliado de primeira hora de Flávio, Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve participar dos eventos, assim como o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB).
Lula busca ampliar mobilização
Na sexta (9/10), o senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação da campanha, afirmou que Lula vai priorizar agendas no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais — os três maiores colégios eleitorais do Brasil e que registraram taxa de abstenção acima da média da eleição.
Para Lula, a redução da abstenção é a principal frente de atuação na tentativa de reverter a vantagem obtida pelo adversário. A campanha petista busca ampliar o alcance da comunicação, reforçar a presença nas ruas e mobilizar lideranças políticas e apoiadores para atrair eleitores além de sua base tradicional.
A campanha também enfrenta o desafio de convencer eleitores que não compareceram por desinteresse ou insatisfação com as opções disponíveis. Nesse cenário, a comunicação sobre propostas e as tentativas de ampliar o diálogo com diferentes segmentos do eleitorado podem ter papel importante na estratégia petista.
Flávio precisa preservar vantagem
Do outro lado, Flávio tem o desafio de manter a dianteira conquistada no primeiro turno e ampliar sua votação até 25 de outubro. Para isso, a campanha precisa preservar a mobilização de sua base e buscar novos votos, inclusive entre eleitores que não participaram da primeira votação.
O senador tem enfatizado temas como custo de vida, endividamento das famílias e segurança pública. A atuação de aliados políticos, lideranças regionais e apoiadores nas redes sociais também integra o ambiente de mobilização em torno de sua candidatura. Não há, contudo, confirmação pública de uma operação específica da campanha voltada exclusivamente aos eleitores ausentes.
A abstenção não representa um bloco homogêneo de eleitores. Entre os faltosos, há pessoas que enfrentaram dificuldades para votar, eleitores desmotivados e cidadãos que não se identificam com nenhuma das candidaturas. Por isso, o aumento do comparecimento não garante, por si só, vantagem a Lula ou a Flávio.
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