
"Sou progressista": irmã da ex-deputada Carla Zambelli anuncia voto em Lula
Em postagem no Instagram, Paula Zambelli diz que não pôde mais deixar de se posicionar, pois isso também significava "apagar a própria voz"

São Paulo — Em uma postagem nas redes sociais, a professora de Direito Paula Brasil, irmã da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Em publicação nas redes sociais, ela se declara como progressista e feminista, e explica como sua trajetória acadêmica fez diferença em seu voto.
No conteúdo, Paula também relatou que escolheu continuar usando o sobrenome Brasil, mesmo após seu divórcio, por que o nome Zambelli passou a ser associado publicamente a ideias, discursos e escolhas políticas das quais “discorda profundamente”.
Além disso, a professora afirma que evitou por muito tempo falar sobre sua família com medo de gerar polêmicas e que suas posições políticas e acadêmicas sempre foram desconfortáveis aos seus parentes. “Por muito tempo, fui aquela que pensava diferente, cujas escolhas, estudos e convicções causavam ‘constrangimento’ “.
Ainda na postagem, diz que decidiu esperar o primeiro turno das eleições para não prejudicar seus familiares mas, depois, percebeu que não poderia mais permanecer em silêncio. “[…] Permanecer em silêncio deixa de significar preservar relações e passa a significar apagar a prórpia voz”, diz.
Paula também destaca que isso não é um rompimento e que discordar não é deixar de amar.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP
Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasO fato chocou a internet pela disparidade entre os posicionamentos de Paula e Carla Zambelli, uma das apoiadoras mais fiéis do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Carla foi eleita deputada federal na onda do bolsonarismo, em 2018, pelo Partido Social Liberal (PSL), e reeleita em 2022 pelo Partido Liberal (PL), como a segunda deputada mais votada de São Paulo.
Zambelli também já chegou a ser presa na Itália, em junho de 2025. A ex-parlamentar era considerada foragida, com o nome na lista vermelha da Interpol, após deixar o país ao ser condenada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, além da perda do cargo, após invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
