Sócio de construtora é preso após desabamento que deixou 6 mortos em SP
Sócio da construtora responsável pela obra foi preso neste domingo (13/9). Seis pessoas morreram e duas sobreviveram ao desabamento

A Polícia Civil prendeu temporariamente neste domingo (13/9) um dos sócios-proprietários da construtora New Home, responsável pela obra do prédio de 12 andares que desabou na Penha, zona leste de São Paulo. O desabamento deixou seis mortos, e outros dois representantes da empresa são alvos de mandados de prisão.
O homem preso é apontado pela investigação como um dos sócios-proprietários da construtora. Ele foi levado ao 24º DP (Ponte Rasa), onde deve prestar depoimento e permanecerá à disposição da Justiça. As equipes policiais continuam as diligências para localizar e prender os outros dois representantes da empresa que são alvos dos mandados.
Polícia investiga se tragédia poderia ter sido evitada
A investigação criminal busca entender as circunstâncias que levaram ao desabamento e verificar se houve irregularidades na construção. Segundo a Polícia Civil, serão analisados documentos relacionados à empresa, além de alvarás, permissões e todo o conjunto de provas reunido durante o inquérito.
A delegada Deidiene Fialho Costa Éboli, titular do 24º DP e responsável pela investigação, afirmou que a polícia pretende esclarecer se o desabamento poderia ter sido evitado e identificar eventuais responsáveis.
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- Um prédio em construção desabou sobre uma casa na Rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, por volta das 2h dese sábado (12/9);
- Seis pessoas morreram, entre elas, uma mulher grávida. Outras duas pessoas, um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos, foram resgatadas com vida e encaminhadas para atendimento médico;
- Uma criança de 7 anos segue desaparecida;
- A construção já havia sido alvo de medidas da Prefeitura. Em 2019, o município autuou e interditou a obra por falta de alvará. Em 2021, a Prefeitura entrou na Justiça para impedir que a construção avançasse;
- A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desabamento. Nunes afirmou que os responsáveis pela obra são pai e filho e que o filho também atuava como engenheiro responsável tecnicamente pela construção.
Servidora deve ser afastada
Uma servidora da Prefeitura de São Paulo deve ser afastada do cargo por pelo menos 30 dias após atestar que a construção que existia no terreno onde um prédio desabou na madrugada deste sábado (12/9), na zona leste da capital, havia sido demolida. O problema, segundo o procurador-geral do município, Daniel Falcão, é que a demolição não foi realizada.
Segundo ele, a medida é necessária para que a Controladoria-Geral do Município possa investigar como o documento foi emitido e qual foi a atuação da servidora no processo.
“Vai haver uma determinação minha de afastamento dessa servidora que deu esse ateste por pelo menos 30 dias para ajudar na investigação. Ela não pode continuar no cargo nesse momento para não atrapalhar a nossa investigação interna”, afirmou.
Segundo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, o caso envolve um documento assinado em fevereiro de 2024 por uma funcionária da Subprefeitura da Penha. No texto, ela afirmou que a demolição havia sido “efetuada em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento no local.
O procurador-geral afirmou ainda que o próprio advogado da construtora esteve no local e constatou que a estrutura não havia sido demolida.
Obra já era alvo de questionamentos
O prédio que desabou estava em construção desde 2019 e já havia sido alvo de autuações e medidas da Prefeitura de São Paulo. A obra não tinha alvará quando começou e chegou a ser interditada pelo município.
Em 2021, a Prefeitura entrou com uma ação na Justiça para tentar impedir a continuidade da construção. Anos depois, um novo processo estabeleceu que a construção de uma nova edificação dependeria da demolição integral da estrutura anterior.
Um documento de fevereiro de 2024, porém, registrou que a demolição havia sido realizada “em sua integralidade”. Após o desabamento, a Prefeitura passou a investigar o documento porque há indícios de que a demolição não teria ocorrido.
A servidora responsável pelo atestado deve ser afastada enquanto a apuração interna é realizada. A Controladoria-Geral do Município também abriu investigação para esclarecer como a demolição foi dada como concluída.





















