Sargento da PM acusado de matar esposa em clínica de Santos é julgado
O sargento da PM Samir Carvalho está preso desde maio de 2025, no Presídio Militar Romão Gomes. Ele também tentou matar a filha de 10 anos

São Paulo — O sargento da Polícia Militar (PM) Samir Carvalho, acusado de matar a esposa Amanda Carvalho com três tiros e 51 facadas em uma clínica dermatológica, passa por julgamento nesta quarta-feira (14/10), no Fórum de Santos, litoral de São Paulo. Ele está preso desde maio do ano passado, no Presídio Militar Romão Gomes.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o julgamento começou às 9h30. Treze testemunhas devem ser ouvidas e o réu interrogado.
Além de ter matado a esposa, na época, o militar também efetuou 10 tiros contra a filha de 10 anos, que tentou proteger a mãe. A menina foi atingida por dois disparos. Um atingiu a perna direita e se alojou na perna esquerda e o outro acertou o ombro esquerdo.
Vítima denunciou ameaças antes de morrer
Segundo o boletim de ocorrência obtido pelo Metrópoles na época, Amanda Carvalho chegou na clínica dermatológica acompanhada da filha, no dia 7 de maio de 2025, “aparentando um comportamento calmo”. O marido chegou na sequência.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPTudo parecia normal, até o momento em que Amanda foi à recepcionista e contou estar recebendo ameaças do marido, que estava armado. Neste momento, a vítima correu para dentro do consultório de um médico da clínica e a funcionária chamou a polícia. Enquanto isso, o dermatologista trancou o consultório e colocou cadeiras na porta para impedir a entrada de Samir.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasDois agentes da PM chegaram à clínica e encontraram o sargento do lado de fora, enquanto a mulher e a filha estavam trancadas dentro do consultório.
Eles realizaram uma pré-averiguação, pediram para Samir levantar a blusa e concluíram que ele estava desarmado. Com isso, pediram para o médico abrir a porta do consultório.
Nesse momento, no entanto, o sargento pegou uma arma que estava guardada em uma sala vizinha e disparou pelo menos 10 vezes.
Em seguida, o policial pegou uma faca e desferiu dezenas de golpes na esposa. Amanda morreu no local e, além das marcas de tiro, apresentou os ferimentos causados pela arma branca, segundo a perícia.
Os policiais já estavam deixando o local quando ouviram os disparos. Eles voltaram e encontraram Samir no local do crime e Amanda morta. Ele foi preso em flagrante.
Ambos os policiais envolvidos na ocorrência estavam sendo investigados por um inquérito policial militar que iria apurar “rigorosamente” o ocorrido.

















