"Roubei, mas me apeguei": influencer viraliza com "cachorra de madame"
Matheus Osminio, de 29 anos, viu na cachorra Zoe uma chance para recomeçar depois de viver nas ruas por conta do vício em drogas

Após três anos vivendo nas ruas, o entregador Matheus Osminio, de 29 anos, morador da zona norte de São Paulo, encontrou na relação com uma cachorrinha uma chance para recomeçar. A Zoe chegou na vida do Matheus depois de ele deixar a clínica de reabilitação para tratamento da dependência química. O pai do entregador tinha acabado de falecer e deixado a cachorra, da raça yorkshire.
“Comprei uma roupinha pra ela e fui dar uma volta no quarteirão. […] Aí, bem na hora que eu tava gravando, passou um casal de boliviano que me conhecia. ‘Essa cachorra aí, tá vendendo?’. ‘Não, acabei de roubar, não vou vender, não’. Falei desse jeito, brincando. Aí eu pensei: ‘Mano, vou postar isso’”, contou Matheus, ao Metrópoles.
O vídeo, segundo ele, alcançou 20 milhões de visualizações. Nos comentários, internautas acreditaram que Matheus realmente teria roubado Zoe. Ele, então, decidiu entrar na onda e registrou novos vídeos ao lado da cachorrinha: “Quando você rouba para vender e depois se apega”, “Roubei para vender, mas é parceira demais”, “Roubada sim, mal vestida nunca”.
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Ver todasNos vídeos, Zoe aparece com vestidos, óculos de sol e até bolsas. Tutor e animal usam roupas combinando. Com o sucesso na internet, lojas passaram a enviar presentes para a yorkshire.
“É uma gratidão muito grande. Porque mesmo naquela situação, que eu estava na rua, eu tinha uma fé muito grande, eu tinha certeza que eu sairia daquela situação. E parece que é um sonho se realizando. Você dá uma volta no bairro, você vê que as pessoas te olham de outro modo, sabe? Muita gente nem se lembra das coisas que eu passava, sabe? Só se lembram de mim com a Zoe”, diz Matheus.
Ele também descreve a relação com a cachorrinha: “Para mim, eu sinto que ela é uma proteção mesmo. Toda vez que eu olho para ela, eu lembro que eu não posso mais cair não. Não só por ela, [pelos] meus filhos. Então, ela virou um recomeço para mim. Os meninos que usam drogas, que não conseguiram sair, quando eles me veem na rua, eles falam assim: ‘Você não pode cair. Você é um exemplo nosso. Você é a prova que dá para sair’. E essa é a maior alegria. Mais do que dinheiro mesmo”.













