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Eleições 2026São Paulo

Renan Santos rechaça Lula e Flávio Bolsonaro e ressalta independência.

Candidato do Missão afirmou que a Lei da Dosimetria deve ser aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outros presos do 8 de janeiro

04/08/2026 11:51, atualizado 04/08/2026 12:14
Reprodução/O Antagonista
Renan Santos rechaça Lula e Flávio Bolsonaro e ressalta independência

O candidato à presidência Renan Santos (Missão) fez críticas presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e defendeu a postura dele de não apoiar nenhum dos dois candidatos em uma eventual disputa de segundo turno entre eles nas eleições de 2026. As declarações foram dadas nesta terça-feira (4/8) durante a sabatina do G4 e o Portal Antagonista, na zona sul de São Paulo.


“Tenho que ser assim porque o mesmo exército de militantes que eu motivei a montar um partido eu tenho que motivar agora. E eu não posso ter compromisso com erro. A família Bolsonaro e o Lulismo são a mesma face da moeda não porque são iguais, são diferentes entre si, mas porque ambos geram danos terríveis ao nosso futuro.”

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Renan criticou a criação de políticas sociais por parte das dos dois candidatos, como o Programa Pé-de-Meia e o Gás do Povo, criados pelo governo Lula, e o projeto do candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, de oferecer internet gratuitamente para mulheres e idosos de baixa renda com dificuldade de comprar celulares.

“Eu não aceito trabalhar com essas categorias. Isso não é ficar neutro, não é fugir. Quando você adota esse caminho, o que acontece é que você apanha dos dois lados”, afirmou Renan. “Eu adotei um caminho não [o] da neutralidade, mas de não aceitar erros de ambos.”

Em relação ao equilíbrio entres os Três Poderes, o candidato do Missão disse ser necessário dialogar com todos e utilizar emendas parlamentares a favor do executivo.

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“Vamos ter que usar as emendas parlamentares a nosso favor”, disse Renan. “Se o capeta ajudar a disciplinar as emendas, vamos ter que dar uma conversada com o capeta para fazer funcionar, porque hoje o Congresso Nacional se tornou esse instrumento próprio de gestão porque ele tem o controle das emendas. E aí entra a questão STF.”

Renan ainda celebrou a popularidade entre o eleitorado jovem, reforçando a criação de um nicho eleitoral. De acordo com a pesquisa eleitoral Atlas, divulgado em março deste ano, Renan foi o que mais avançou entre os jovens, registrando um crescimento de 8,8 pontos, de acordo com o levantamento. Ele passou de 15,9 pontos em fevereiro para 24,7 em março.

Indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro

Renan Santos defendeu a aplicação da Lei da Dosimetria ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e aos outros presos por tentativa de golpe no 8 de janeiro. “Dosimetria para ele e para todo mundo do dia 8 [de janeiro]. Quem cometeu crime, que é de direita, não pode não ser punido pelo crime”, afirmou. “Cometeu crime, mas vai ser punido com um julgamento justo.”