Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Quem é Mariana, a mulher agredida por bolsonarista no metrô de São Paulo

A mulher agredida por um bolsonarista no metrô no domingo se identificou apenas como Mariana e falou pela primeira vez sobre o ocorrido

21/10/2026 16:29, atualizado 21/10/2026 16:42
Reprodução/Redes sociais
Mariana, a mulher agredida por um bolsonarista no metrô de São Paulo

São Paulo — A mulher agredida por um bolsonarista na estação Butantã do metrô de São Paulo, no último domingo (18/10), depois do ato de Flávio Bolsonaro na capital paulista, se manifestou pela primeira vez sobre o tema nesta quarta-feira (21/10). Ela, que se identificou apenas como Mariana, é atriz e arte educadora.

Ela postou nas redes sociais sobre a agressão sofrida enquanto esperava um carro de aplicativo para voltar para casa com uma camisa vermelha.

Fora das redes sociais há 10 anos, ela disse resolveu abrir um perfil e gravar um vídeo porque o momento exige senso crítico para entender o que aconteceu. E fez seu relato:

“Quando faltavam poucos minutos para o carro chegar, vi um casal falando sobre a “lataria” de quem vota. Até que vi que estavam apontando para mim. Me dirigi até o homem e perguntei o que ele estava falando. Ele começou a falar que eu era uma vagabunda, suja, que ao contrário de mim ele sustentava 80 famílias e pagava impostos. Eu nunca tinha visto aquelas pessoas na vida”, contou.

O homem, como descobriu e revelou a coluna de Demétrio Vecchioli, é Diogo Freire Estevão, dono de uma empresa de logística em Vargem Grande Paulista, na região metropolitana de São Paulo. A coluna também revelou que, na mesma semana, a Justiça havia concedido uma medida protetiva a favor de uma mulher que ele ameaçou matar.

Quem é Mariana, a mulher agredida por bolsonarista no metrô de São Paulo - destaque galeria
3 imagens
Mariana, a mulher agredida por um bolsonarista no metrô de São Paulo
Mariana, mulher que apanhou de um bolsonarista por estar usando camisa vermelha
Policial libera homem que agrediu mulher com três socos em estação de Metrô
1 de 3

Policial libera homem que agrediu mulher com três socos em estação de Metrô

Reprodução
Mariana, a mulher agredida por um bolsonarista no metrô de São Paulo
2 de 3

Mariana, a mulher agredida por um bolsonarista no metrô de São Paulo

Reprodução/Redes sociais
Mariana, mulher que apanhou de um bolsonarista por estar usando camisa vermelha
3 de 3

Mariana, mulher que apanhou de um bolsonarista por estar usando camisa vermelha

Reprodução

“Aquele homem começou a me peitar como se a gente estivesse num ringue. Quanto mais ele se aproximava, mais acuada eu me sentia. Meu instinto foi empurrar ele, e foi quando ele partiu pra cima de mim e começou a desferir socos em mim. Acertou a minha cabeça e meu rosto”, ela contou.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

De acordo com Mariana, ela só foi acolhida por algumas meninas que presenciaram a cena e a ajudaram, incluindo a que gravou o vídeo que viralizou. Ainda assim, passou a ser agredida pela esposa de Diogo, Leda. “De repente a mulher começou a puxar meus dreads para arrancar. Só que os dreads são o meu cabelo. Isso dói muito”.

De acordo com a atriz, “ninguém, absolutamente ninguém” tentou ajudá-la, ainda que o vídeo mostre claramente a presença de dois policiais, que liberaram o agressor sem sequer contê-lo. A Polícia Militar sequer registrou o nome dele, que só é conhecido agora porque a agressão foi gravada e a coluna conseguiu identificá-lo.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

“Aquele lugar (a estação de metrô) era um lugar lotado. A gente espera encontrar um resquício de humanidade. Mas, enquanto eu chorava, pessoas passavam por mim rindo da situação. Sofri uma sequência de ofensas e humilhações. Ali permaneci acolhida pelas meninas e por uma segurança do metrô que apareceu depois. Eu estava voltando para casa e apanhei porque estava vestindo vermelho”, contou.

“A minha existência incomodou para quelas pessoas se sentissem no direito de me violar verbalmente e fisicamente”, contou.