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São Paulo

"Quebra-vidro": polícia descobre casa com isolamento eletromagnético

Casa era usada por quadrilha para manusear aparelhos celulares roubados por quadrilha do "quebra-vridro". Um suspeito foi preso

Cesar Sacheto10/06/2026 18:45
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Divulgação/Governo do Estado de SP
Imagens coloridas mostram policiais civis com roupas pretas e dentificação do Garra à frente de uma viatura com logotipo da Polícia Civil na porta do motorista

A Polícia Civil realizou uma operação, nesta quarta-feira (10/6), na qual prendeu um suspeito e identificou outros oito integrantes de um esquema de receptação de celulares roubados e furtados em São Paulo que utilizava um imóvel com isolamento eletromagnético e bloqueadores de sinal de telecomunicação. A estrutura pertencia a uma quadrilha especializada em roubos conhecidos como “quebra-vidro”.

A Operação Contrafeixe mobilizou 50 policiais civis e 22 viaturas para cumprir 19 mandados de busca e apreensão na capital paulista. Um suspeito foi preso e outras oito pessoas são investigadas por participação no esquema.

O nome da operação faz referência à chamada “Batalha dos Feixes”, episódio da Segunda Guerra Mundial em que os aliados passaram a interceptar e decifrar sistemas de comunicação utilizados pelos alemães. A analogia remete ao trabalho de inteligência realizado pela Polícia Civil para identificar os integrantes da organização criminosa e rastrear a cadeia de receptação dos aparelhos furtados.

A casa

De acordo com a investigação, a casa operava com equipamentos conhecidos como jammers, capazes de derrubar sinais de internet e de telefonia, inclusive interferindo na conexão de residências vizinhas. O objetivo era impedir rastreamento e comunicações externas durante o manuseio dos aparelhos.

“O ambiente funcionava como um centro de manipulação de celulares, onde os dispositivos eram organizados, classificados e preparados para revenda ou desbloqueio”, declarou o delegado Clemente Calvo, titular da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ainda conforme o delegado, os aparelhos desbloqueados tinham maior valor justamente por permitirem acesso a aplicativos financeiros, possibilitando transferências e outras operações em contas das vítimas.

Durante a operação dentro do imóvel, foram apreendidos 182 celulares e diversos objetos de valor, incluindo 42 alianças. Segundo a Polícia Civil, o valor estimado das apreensões pode chegar a R$ 500 mil.

Com a quadrilha age

De acordo com os investigadores, os criminosos abordavam veículos parados em congestionamentos e quebravam os vidros para roubar celulares. Além disso, também subtraíam aparelhos de motociclistas ou bicicletas.

Os celulares eram repassados a uma rede de receptadores, responsável pela triagem, revenda e exploração de dados armazenados nos dispositivos.

Parte dos aparelhos era revendida no mercado clandestino, enquanto a outra era utilizada para fraudes bancárias.

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