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PT pede ampliação de horário de votação em SP após problemas com ônibus

Campanha do presidente Lula diz que redução de frota de ônibus é "opção do órgão gestor" e solicita que seções fiquem abertas por mais tempo

25/10/2026 15:17, atualizado 25/10/2026 15:54
William Cardoso/Metrópoles
ônibus em São Paulo

São Paulo — A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que solicitou à Justiça Eleitoral a ampliação do horário de votação na capital paulista após as denúncias de que a frota de ônibus da cidade não estaria operando em sua totalidade, neste domingo (25/10), durante o segundo turno das eleições.

Como mostrou o Metrópoles, apesar da determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) de que 100% do transporte coletivo estivesse à disposição da população, moradores de várias regiões de São Paulo têm enfretado demora na espera pelos ônibus. No Terminal Santo Amaro, na zona sul, eleitores esperaram mais de uma hora para embarcar na linha 6901-10, com destino a Vargem Grande.

A coluna Demétrio Vecchioli apurou que apenas 71,7% dos ônibus que atendem linhas municipais em São Paulo estavam em circulação às 13h20 deste domingo (25/10), de acordo com dados do BusInfo, aplicativo que monitora o deslocamento desses veículos em tempo real por georreferenciamento.

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Algumas linhas tinham mais ônibus nas garagens do que em circulação. É, por exemplo, o caso da linha Vila Carrão – Praça da Sé, que é atendida por 17 veículos, dos quais só um estava em circulação no início da tarde deste domingo.

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O pedido da campanha petista cita a reportagem do colunista Demétrio Vecchioli para solicitar a ampliação do horário de votação.

“A redução da frota não decorre de limitação técnica, mas de opção do órgão gestor, que, ciente da ordem judicial desde a véspera, deixou de mobilizar tempestivamente a operação e mantém quase 4 mil ônibus parados enquanto as seções estão abertas”, afirma o texto.

Por causa dos problemas, a campanha de Lula também pediu a prisão do secretário de Mobilidade Urbana de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, e do presidente da SpTrans, Victor Hugo Borges.

A SPTrans afirma que foi notificada apenas no sábado (24/10) sobre a determinação de colocar 100% da frota de ônibus em operação.

“Imediatamente após receber a notificação, às 13h32, a SPTrans agiu de forma diligente e proativa, comunicando todas as concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais da cidade e transmitindo a determinação judicial para adoção das providências necessárias ao seu cumprimento”, diz nota da empresa estatal da Prefeitura de São Paulo.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) alega, no entanto, que a “ampliação da frota em prazo tão reduzido impõe desafios operacionais concretos”.

“Os operadores relataram dificuldades para readequar, de forma imediata, escalas de trabalho, jornadas e rotinas previamente organizadas. A programação dos profissionais também havia considerado o direito à folga e a organização necessária para assegurar o exercício do voto, o que torna ainda mais complexa uma alteração dessa magnitude na véspera da eleição”, diz a nota.

Na manhã deste domingo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que não havia necessidade de colocar toda a frota em operação. “[É uma decisão] equivocada porque a maioria das pessoas mora do lado do seu local de votação”, disse o prefeito.