
PT diz que Metrô recuou sobre instalação de tapumes no entorno de estações
Estrutura foi retirada do entorno das estações Trianon-Masp e Consolação pelo Metrô na madrugada; no lugar, a Companhia colocou gradil

São Paulo — A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado que (24/10), o Metrô de São Paulo pediu, durante a madrugada, a retirada de tapumes que seriam colocados pela organização do evento no entorno das estações Trianon-Masp e Consolação para proteção do patrimônio público durante o último ato de campanha de Lula na Avenida Paulista, região central da capital. A manifestação está marcada para 14h deste sábado.
O coordenador da campanha de Lula e presidente estadual do PT em São Paulo, Kiko Celeguim, disse que a instalação das estruturas foi acordada durante uma reunião com a Companhia e que ela estava quase completa quando os trabalhadores foram abordados por um agente do Metrô pedindo a interrupção do serviço.
“Nessa reunião, nos foi pedido apenas uma providência por parte do Metrô de poder instalar tapumes no entorno das estações de trilha paulista, para evitar ou proteger o patrimônio público, qualquer ato de pichação, colar adesivo, vandalismo, enfim. (…) A gente atendeu ao pedido do Metrô de proteger o mobiliário urbano. Mas, ao longo do processo, 70% do material já estava instalado e nos obrigaram a retirar esse material, sob o argumento de que o Metrô tomaria as providências”, afirmou Celeguim.
Após o último ato realizado na Paulista, no dia 11 de outubro, o Metrô registrou boletim de ocorrência por vandalismo nas estações e que disponibilizou as imagens de monitoramento para ajudar a Polícia Civil a identificar os responsáveis.

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Ver todasPara o ato marcado neste sábado, a campanha de Lula informou que também foram feitas campanhas de orientação aos militantes nas redes sociais e distribuição de sacos de lixo para colaborar com a limpeza e a conservação dos espaços públicos após o evento.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPEm nota ao Metrópoles, o Metrô informou que “as estratégias operacionais são estritamente técnicas e se adequam aos cenários para garantir a segurança de todos”.
Para a manifestação deste sábado, o Metrô informa ter colocado “gradis direcionadores ao redor dos vidros dos acessos das estações da avenida Paulista — a exemplo do que foi adotado na manifestação da semana anterior”.
Estações sem tapumes
O Metrópoles circulou pela Avenida Paulista durante a manhã deste sábado e constatou que grades foram colocadas no entorno das estações como medida de proteção. Fontes ouvidas pela reportagem relataram que a Prefeitura de São Paulo que deveria ter fornecido os tapumes ao Metrô para isolamento, mas que o material não foi disponibilizado.
Procurada pelo Metrópoles, a Prefeitura ainda não comentou o assunto. O espaço segue aberto.
O PT também pediu que as câmeras corporais dos PMs permaneçam em funcionamento durante toda a caminhada do presidente Lula pela avenida e que os agentes que estiverem no local estejam devidamente identificados.
Neste sábado, a Avenida Paulista será palco do último ato de campanha de Lula. O presidente e candidato à reeleição deve circular em um carro por um trajeto de quase dois quilômetros, entre o Masp e a Praça do Ciclista.
Estarão presentes o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), também candidato à reeleição; os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB); parlamentares eleitos para os legislativos estadual e federal; apoiadores, influenciadores e outras lideranças políticas.




















