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São Paulo

Prefeitura de Praia Grande é um dos alvos de operação contra esquema do PCC

Divisão de Compras e Contratação de Serviços, da Prefeitura de Praia Grande, foi alvo de mandado de busca e apreensão

03/09/2026 08:22, atualizado 03/09/2026 10:14
Prefeitura de Praia Grande/Divulgação.
Foto colorida de fachada de prédio da Prefeitura de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo.

A divisão de Compras e Contratação de Serviços da Prefeitura de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, é alvo da megaoperação Helmintos, deflagrada nesta quinta-feira (3/9) pela Polícia Civil, que mira grupo responsável pela lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os investigados teriam movimentado, entre a compra de imóveis de luxo e o favorecimento em licitações públicas, montante de quase R$ 1 bilhão.

As investigações mostram suposto favorecimento em licitações para o domínio de quiosques na orla de Praia Grande. A polícia apura o envolvimento direto de agentes públicos e o pagamento de apoio financeiro a políticos eleitos no município.

No endereço da Divisão de Compras e Contração da prefeitura, localizado no Paço Municipal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão. O objetivo é apreensão de documentos relacionados à licitação para construção de quiosques na Orla da Aviação. O processo licitatório foi encerrado em setembro de 2020 e, segundo as investigações, beneficiou pessoas ligadas ao PCC.

Batizada de Helmintos, a megaoperação desta quinta identificou estrutura colaborativa do PCC que operacionalizava a lavagem de dinheiro do narcotráfico.

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A Justiça decretou a prisão temporária de quatro pessoas ligadas ao PCC. São elas: Anderson Roberto Braghine, o Fio; Alexander Miguel da Silva, o Gordão; Ronaldo Yuzo Sekiya, o Japonês; e Leonildo Marinho de Andrade, o Nêne. (veja abaixo atuação de cada suspeito).

Outras seis pessoas também são alvo da megaoperação. São elas: Andreia dos Santos Ferreira, Marcio de Oliveira Biley, Monica da Costa Ribeiro, Luciene Athaydes Morgado, Tatiana Ferreira dos Santos e Viviane de Camargo. Os alvo participavam desde a lavagem de bens até a aquisição de imóveis de luxo para o PCC.

A Justiça também emitiu ordens judiciais de busca e apreensão a uma administradora de bens e condomínios ligada a um dos alvos.

Em nota, a Prefeitura de Praia Grande disse que permanece à disposição das autoridades competentes para prestar todas as informações necessárias.

A administração municipal afirma que não houve cumprimento de mandado de busca e apreensão nas dependências da Prefeitura, mas diz que “um agente da Polícia Civil esteve no local solicitando informações acerca de uma licitação específica para exploração de um único quiosque situado na Orla”.

Prefeitura de Praia Grande é um dos alvos de operação contra esquema do PCC