PM da Rota baleado: polícia recebe alerta de tentativa de resgate de presos
Denúncias anônimas indicaram a possibilidade de resgate de dois suspeitos de participação no atentado contra oficial da PM, ferido na cabeça

A segurança do 1º DP de São Caetano do Sul, no ABC, região metropolitana de São Paulo, foi reforçada após denúncias anônimas indicarem a possibilidade do resgate de dois suspeitos de envolvimento no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), do Batalhão de Choque da Polícia Militar paulista.
A informação foi confirmada ao Metrópoles, neste domingo (5/7), por fontes que acompanham o caso. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a PM foram questionadas. O espaço segue aberto para manifestações.
Marcos Vinícius Dias Machado, de 40 anos, e Carlos Roberto Ferreira, 52, estão presos temporariamente no distrito policial do ABC desde o último dia 28, após serem apontados como participantes de um atentado, em São Caetano, contra o oficial da PM — que segue internado em estado grave.
O tenente baleado é irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, por mais de 100 horas
Presos e um foragido
Ambos foram presos pela PM na região de Guaianases, zona leste de São Paulo, no mesmo dia do crime. Eles, então, foram levados ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso.
Os celulares da dupla também foram analisados e neles encontrado o contado de Hércules da Costa Siqueira, o Golias, apontado como o principal suspeito de atirar contra o tenente da Rota. Ele está foragido, desde a sexta-feira (3/7), após Justiça decretar sua prisão temporária, à pedido da Polícia Civil, feito no dia anterior.
Como mostrou o Metrópoles, Golias foi flagrado por câmeras de monitoramento fugindo juntamente com a esposa e as duas filhas, menores de idade (assista abaixo). Há a suspeita de que ele tente sair do país.
Passagem por pousada
O último possível ponto de passagem de Golias e os familiares, identificado pelas forças de segurança, é uma pousada em Peruíbe, no litoral sul paulista, ligada a Elenilson Misael da Silva, de 47 anos, conhecido como Galego. Natural do Nordeste, ele não tinha antecedentes criminais registrados na Polícia Civil de São Paulo, como consta em sua folha de antecedentes, obtida pelo Metrópoles.
Elenilson morreu durante um suposto confronto com equipes da Rota, na quinta-feira (2/7), após ser localizado dentro de uma caminhonete GM Montana prata.

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Ver todasSegundo o boletim de ocorrência elaborado pela PM, uma denúncia anônima indicava que ele poderia estar envolvido no atentado contra o tenente Pimentel. Ainda conforme o registro, Elenilson teria supostamente reagido à abordagem dos policiais.
Núcleo criminoso
A principal linha de investigação aponta que Hércules e Elenilson poderiam integrar o mesmo núcleo criminoso ligado ao atentado.
Os dois são investigados por possíveis atuações na preparação, na logística, na fuga e no apoio aos envolvidos no ataque.
A decisão que determinou a prisão de Hércules também autorizou buscas em endereços ligados ao suspeito e à quebra dos sigilos telefônico e telemático. A intenção é reconstruir os passos dos envolvidos antes e depois da tentativa de homicídio.
Para a Justiça, há indícios de uma ação organizada, com divisão de tarefas, utilização de veículos de apoio e medidas destinadas a esconder provas.
A prioridade das forças de segurança é encontrar Hércules, identificar quem estaria ajudando o foragido e evitar que ele consiga deixar São Paulo ou fugir do Brasil. O Metrópoles apurou que ele tem passagens por homicídio, tentativa de homicídio e por três roubos.












