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São Paulo

PF: novo esquema ilegal ligado a Nelson Wilians movimentou R$ 1 bilhão

Segundo a Receita Federal, Nelson Wilians faria parte de grupo de empresários que girou R$ 1 bilhão em esquema envolvendo apostas

13/08/2026 07:56, atualizado 13/08/2026 09:15
Reprodução/ Instagram
PF: novo esquema ilegal ligado a Nelson Wilians movimentou R$ 1 bilhão

A Polícia Federal (PF) realiza nesta quinta-feira (13/8) nova operação de buscas na mansão do advogado Nelson Wilians, em São Paulo. Segundo a Receita Federal, que também participou da ação, o advogado faria parte de grupo empresarial investigado por movimentar R$ 1 bilhão por meio de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, com o objetivo de conferir aparência de legalidade a transações relacionadas à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar.

Ainda de acordo com a Receita Federal, foi identificada a utilização de estrutura societária e financeira complexa mantida no Brasil e no exterior para a manutenção do esquema. A estrutura teria sido usada para simular a condução das atividades a partir do exterior, enquanto a gestão operacional, administrativa e decisória ocorreria, em tese, em território nacional.

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Além da PF e da Receita, participaram da Operação Arena o Ministério Público Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados e há decisão judicial para apreensão de bens e valores de até R$ 1 bilhão, valor supostamente desviado no esquema. A operação acontece após decisão da Justiça da Paraíba.


Estrutura financeira complexa

  • As investigações apontaram que as empresas constituídas pelo grupo no exterior seriam usadas para justificar as elevadas remessas internacionais de recursos. Porém, segundo a Receita Federal, as atividades econômicas seriam incompatíveis com os valores movimentados.
  • O grupo investigado também teria envolvido empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio, ativos digitais e outras estruturas financeiras, com o propósito de dificultar a identificação da origem e da destinação dos recursos.
  • As autoridades também acredita que os suspeitos omitiram rendimentos e usaram as estruturas empresarias para reduzir ou evitar, de forma ilegal, a tributação sobre as atividades desenvolvidas.
  • Segundo a Receita, o esquema era feito antes da regulamentação dos jogos de azar no Brasil.

Uma das bets envolvidas no esquema investigado nesta quinta-feira (13/8) seria a Pixbet, empresa que já patrocinou clubes de futebol como Corinthians e Flamengo. Em nota, a defesa do escritório de advocacia de Nelson Wilians afirmou que a relação dos advogados com a empresa de apostas esportivas “é estritamente profissional”.

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“O escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes”, diz a nota.