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São Paulo

Pecuarista usa dados de funcionária para pegar R$ 1,3 milhão em empréstimos

Homem foi condenado por estelionato e falsidade ideológica. Vítimas descobriram crime após cobrança do banco

02/09/2026 10:34
Reprodução/Google Street View
Tribunal de Justiça de São Paulo em Araçatuba, onde homem foi condenado por empréstimo em nome de doméstica. Metrópoles

Um agropecuarista de Araçatuba, no interior de São Paulo, foi condenado a três anos e oito meses de reclusão após usar dados da empregada doméstica e do filho dela para abrir contas bancárias e solicitar empréstimos que somaram mais de R$ 1,3 milhão. A pena foi substituída por restritivas de direitos, incluindo o pagamento de valor equivalente a 50 salários mínimos às vítimas.

Segundo o processo, a funcionária trabalhou entre 2010 e 2011 e de 2014 a 2017. Em 2015, no entanto, Marcelo Gomes Stevanato compareceu a uma agência bancária e solicitou a abertura de contas correntes e poupanças em nome das vítimas. Para viabilizar a abertura, ele inseriu informações e declarações falsas referentes à profissão, renda mensal, bens e endereços de ambos.

Posteriormente, Marcelo e a esposa, Claudia Stefanini Xavier Stevanato, colheram as assinaturas das vítimas. O processo ressalta que o casal se aproveitou da simplicidade da funcionária, além do poder hierárquico, para assinar o papel, alegando que mãe e filho seriam testemunhas da venda de um imóvel. Claudia foi acusada em um processo diferente.

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Segundo a Justiça, o dinheiro foi usado para enriquecimento próprio de Claudia e Marcelo, além de quitar dívidas e cobrir outros contratos em atraso. As vítimas descobriram a fraude após o banco ajuizar uma ação contra a funcionária e o filho.

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Para o relator do recurso, desembargador Freddy Lourenço Ruiz Costa, os depoimentos e as provas permitiram “extrair elementos suficientes para comprovação da autoria e materialidade do crime de estelionato”, assim como do crime de falsidade ideológica.

Na dosimetria da pena, o magistrado ressaltou que o acusado agiu com “intenso dolo e distinta consciência da ilicitude, enganando vítimas simples, de pouca instrução e que lhes depositavam confiança, fato que exaspera, sobremaneira, a reprovabilidade das condutas”. A votação foi unânime.

Metrópoles tenta contato com a defesa de Marcelo Gomes Stevanato e Claudia Stefanini Xavier Stevanato.