Entenda por que padre de SP foi excomungado pela Igreja Católica
Padre Rodrigo de Oliveira da Silva foi excomungado pela Diocese de Jundiaí, no interior de SP, em um comunicado na última sexta (7/8)

O padre Rodrigo de Oliveira da Silva, que já havia solicitado afastamento da Diocese de Jundiaí, interior de São Paulo, em fevereiro deste ano, foi agora excomungado pela Igreja Católica por sua adesão recente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), em um comunicado oficial publicado na última sexta-feira (7/8) .
O grupo se autodenomina uma congregação de sacerdotes católicos e, segundo a página brasileira da FSSPX, foi fundado na década de 1970 por Dom Marcelo Lefebvre. Seu objetivo é defender as práticas tradicionais do catolicismo, como a celebração da missa em latim. Seus adeptos também fazem críticas às mudanças recentes da Igreja e à aproximação com outras religiões.
A decisão de excomunhão do padre Rodrigo é consequência direta de um decreto emitido pelo Vaticano no início de julho, anunciando o rompimento da Igreja Católica com a fraternidade. O comunicado do papa Leão XIV também alertou os fiéis que eles serão considerados excomungados ao aderirem formalmente ao grupo.

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Ver todasO rompimento veio após o bispo Alfonso de Galarreta consagrar quatro novos bispos para o movimento sem a autorização do Vaticano — o que, de acordo com a teologia católica, é considerado um ato cismático gravíssimo. Antes da consagração, o papa Leão XIV fez um último pedido para que a fraternidade não prosseguisse com o plano, em uma carta divulgada ao público.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPFraternidade São Pio X
- A Fraternidade está presente em aproximadamente 60 países e conta com 720 sacerdotes com seis seminários internacionais de formação.
- No fim da década de 1980, o arcebispo Marcel Lefebvre consagrou quatro bispos sem autorização do então papa João Paulo II, que os excomungou.
- Já no ano de 2009, o papa Bento XVI revogou a punição como parte de uma política de reaproximação entre a Santa Sé e o grupo.
- Em uma declaração no dia 5 de julho durante uma missa no nordeste da Suíça, o padre Georg Kopf afirmou acreditar que “um dia haverá outro papa que abrirá portas e nos receberá de volta”.









