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São Paulo

Operadores financeiros alvos do MPSP atuavam em tribunais do PCC

Alvos de operação desta terça-feira (21/7) teriam participado de reuniões coordenadas pelo PCC destinadas a resolver conflitos patrimoniais

21/07/2026 07:07
Divulgação/MPSP
Fachada do Ministério Público de São Paulo (MPSP) - Metrópoles

Operadores financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) alvos do Ministério Público de São Paulo (MPSP) em operação deflagrada nesta terça-feira (21/7) atuaram também em episódios identificados como “tribunais do crime”.

De acordo com as investigações, os operadores teriam participado de  reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais. Os “tribunais” eram coordenados por integrantes da organização criminosa. Em um dos casos, o grupo financeiro recorreu à facção para resolver uma disputa relacionada a imóveis de luxo na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.

Mandados de prisão preventiva

No total, 18 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo no âmbito da operação, que é um desdobramento das investigações desenvolvidas nas Operações Bazaar, Recidere e Salus et Dignitas. A principal linha de investigação aponta a atuação do grupo em operações financeiras em favor do PCC.

Os investigados são suspeitos de movimentar recursos financeiros, realizar operações de conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias e atuar na ocultação, circulação e disponibilização de valores atribuídos à organização criminosa.

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Além disso, segundo os promotores, foram identificadas “operações envolvendo entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros e movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores da facção”.

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Além das prisões e buscas, a Justiça deferiu medidas cautelares patrimoniais que incluem o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a indisponibilidade de imóveis e veículos e o sequestro de bens atribuídos aos investigados.

As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas investigadas até o limite de R$ 10 milhões por investigado, bem como medidas de constrição sobre pessoas jurídicas apontadas pela investigação como integrantes da estrutura financeira apurada.