Operação mira venda de dados de mortos para funerárias. Policial é suspeito
Corregedoria da Polícia Civil faz buscas em 21 endereços nesta quinta-feira (29/10). Entre os suspeitos está um policial civil

São Paulo — A Corregedoria da Polícia Civil e a Controladoria Geral da Prefeitura de São Paulo deflagraram, na manhã desta quinta-feira (29/10), a segunda fase da Operação Luctus, que investiga um grupo que obtinha de forma irregular registros de óbitos na capital paulista para fornecê-los a empresas do setor funerário. Entre os suspeitos está um policial civil.
A Justiça expediu ordens judiciais de busca e apreensão contra 21 alvos — além do policial civil, há um servidor público municipal e empresários do setor funerário. A Corregedoria do Município também acompanha as buscas.
O grupo é investigado por crimes contra a administração pública, corrupção, acesso indevido a informações sigilosas, lavagem de capitais e outros crimes.
Investigadores descobriram esquema que contava com a participação de pelo menos dois policiais civis, empresários do setor funerário e, pelo menos, um servidor da Prefeitura de São Paulo.
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Ver todasPara a polícia, além da responsabilização penal cabível, a investigação busca identificar vulnerabilidades sistêmicas e oportunidades de aperfeiçoamento dos mecanismos de controle interno, governança e integridade.
