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São Paulo

Operação mira esquema de pirâmide e apreende helicóptero de R$ 10 milhões

Quadrilha alvo da Operação Sanakay é suspeita de aplicar golpes de pirâmide financeira contra integrantes da própria comunidade de origem

29/09/2026 09:56, atualizado 29/09/2026 10:20
Divulgação/Polícia Militar
Helicóptero apreendido na Operação Sanakay, que mira esquema de pirâmide - Metrópoles

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, nesta terça-feira (29/9), a Operação Sanakay para recuperar valores e bens provenientes de crimes de estelionato praticados por quadrilha que teria aplicado golpes de pirâmide financeira contra integrantes da própria comunidade de origem. Um helicóptero Robinson R66, avaliado em mais de R$ 10 milhões, foi apreendido.

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Veículo e eletrônicos apreendidos na Operação Sanakay, que mira esquema de pirâmide
Helicóptero apreendido na Operação Sanakay, que mira esquema de pirâmide
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Helicóptero apreendido na Operação Sanakay, que mira esquema de pirâmide

Divulgação/Polícia Militar
Veículo e eletrônicos apreendidos na Operação Sanakay, que mira esquema de pirâmide
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Veículo e eletrônicos apreendidos na Operação Sanakay, que mira esquema de pirâmide

Divulgação/Polícia Militar

A Justiça expediu 13 mandados de busca e apreensão contra líderes do grupo na capital paulista, na região metropolitana e em São José dos Campos, interior paulista, bem como no Rio de Janeiro. Além do helicóptero, veículos, eletrônicos e outros bens foram apreendidos.

A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial (GAEPP), vinculado ao MPSP, em conjunto com as polícias Civil e Militar, por meio do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

Promotores do MPSP apuraram que os alvos se juntaram para simular investimentos em ouro. A promessa era de altos rendimentos diante da compra do minério e sua revenda internacional.

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Vítimas podem chegar a 2 mil

As vítimas lesadas e os investigados são todos de uma mesma comunidade étnica — o MPSP não especificou qual. Segundo as investigações, a quadrilha obteve permissão interna para anunciar e vender cotas do investimento aos próprios integrantes do grupo, que é relativamente fechado e numeroso no país. Estimativas apontam para, ao menos, 2 mil pessoas lesadas pelo grupo ao longo dos últimos anos.

O MPSP diz que, durante as investigações, foi possível apurar que muitas vítimas se desfizeram de bens pessoais, de valores e outros investimentos para entrarem no negócio sob pretexto de retorno potencial.

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As diligências identificaram que o grupo investigado, em vez de investir o dinheiro arrecadado na compra e venda de ouro, usava os valores para comprar bens de luxo e manter parte do capital aplicado para subsidiar o golpe e atrair mais vítimas.

Estimativas do MPSP apontam que o lucro dos investigados pode chegar a R$ 1 bilhão. Relatórios financeiros indicam que, entre o período de atuação do grupo, foram movimentados cerca de R$ 500 milhões.

Sanções contra o grupo

Em abril deste ano, a Justiça determinou medidas contra 137 pessoas físicas e 32 jurídicas que são investigadas por elo com o grupo. À época, 52 imóveis, além de veículos, saldos em contas bancárias e aplicações financeiras foram alvo de sanções.

Já em agosto, os investigadores sofreram nova sanção, desta vez decretando o sequestro de mais de R$ 162 milhões em bens e valores. A Justiça, na ocasião, entendeu que a medida atingiu os beneficiários finais dos crimes.