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São Paulo

Novo corpo com sinais de violência é encontrado na zona oeste de SP

Nova vítima foi encontrada amarrada, enrolada e dentro de saco plástico preto, na noite de quinta-feira (22/10), na zona oeste de São Paulo

23/10/2026 07:25, atualizado 23/10/2026 08:17
TV Globo/Reprodução.
Novo corpo com sinais de violência é encontrado na zona oeste de SP

São Paulo — Um corpo foi encontrado amarrado, com sinais de violência e dentro de um saco plástico, na noite dessa quinta-feira (22/10), na rua Paulo da Silva, no Jardim do Lago, zona oeste da capital paulista. Com este, segundo dados levantados pelo Metrópoles, o número de corpos achados sob as mesmas circunstâncias, desde o começo de setembro, no município de São Paulo sobe para 13.

A vítima foi identificada como Jean Victor Sousa Guimarães, de 22 anos. O corpo dele foi encontrado por moradores, que acionaram a Polícia Militar.

Segundo a PM, o corpo tinha sinais de tortura, como um corte na cabeça e marcas de disparos de arma de fogo. A vítima estava amarrada e enrolada dentro de um saco plástico preto.

A identidade do 13° corpo localizado em 48 dias na capital paulista não foi divulgada.

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A forma como estava o cadáver é semelhante a de outros corpos encontrados espalhados pela cidade de São Paulo.

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que requisitou perícia e trabalha para esclarecer os fatos.

Investigação

O secretário da Segurança Pública de SP, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou que todos os casos de corpos encontrados, seja na capital ou na região metropolitana, são investigados individualmente, e que, em alguns casos, as prisões de suspeitos foram solicitadas e decretadas pela Justiça.

Nico se reuniu com autoridades da alta cúpula da Polícia Civil, como o delegado-geral Artur Dian e a a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo. Em vídeo publicado em suas redes sociais, o secretário afasta a possibilidade de que os crimes tenham sido cometidos por um serial killer.

“Até agora, não encontramos [evidências de] que esses 12, 13 casos foram praticados pela mesma pessoa. Estamos trabalhando muito nisso [na descoberta das autorias]”, escreveu.

Nico afirmou que as eventuais semelhanças entre os casos estão sendo analisadas. “Nenhuma hipótese é descartada. Cada caso tem sua investigação e o seu suspeito, e já temos prisão preventiva decretada em alguns. Pode confiar na polícia.”, finalizou.

A tese de que os crimes estariam sendo praticados por serial killer ganhou força nas redes sociais após uma série de corpos serem encontrados, desde 5 de setembro, na capital paulista e em cidades da região metropolitana, como Itapecerica da Serra, Diadema e São Bernardo do Campo.

Se somados, são 13 casos na capital e outros três na região metropolitana.