MPSP pede perda de helicópteros usados em esquema do tráfico de drogas
Promotor denunciou seis pessoas por ligação com o esquema criminoso e requereu a perda de aeronaves em favor dos estados de SP e Tocantins

Denúncia oferecida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta terça-feira (12/8) aponta o uso de dois helicópteros para o transporte de drogas e a coordenação operacional de atividades criminosas. As aeronaves, apreendidas em São Paulo em 2020, vem sendo usadas desde então em operações da polícia paulista e do Tocantins. Na denúncia, o MPSP requer a perda definitiva dos helicópteros em favor dos dois estados.
O promotor Dênis Parron, de Piracicaba, também acusou formalmente seis pessoas por ligação com o esquema que envolvia o comércio de entorpecentes com a utilização dos helicópteros para deslocamentos interestaduais, transporte de cargas ilícitas e apoio logístico.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso usava helipontos e aeroportos em diversas cidades paulistas e do Mato Grosso do Sul, bem como regiões próximas à fronteira com o Paraguai.
Apreensão dos helicópteros
Em julho de 2020, uma operação apreendeu ambas as aeronaves, dos modelos Robinson Helicopter R66 e um Eurocopter France AS350 B2. Dentro da primeira, que foi abordada pousando no Aeroporto Pedro Morganti, em Piracicaba, interior do estado, havia R$ 5 mil, aparelhos celulares, um equipamento de comunicação via satélite, um tablet e documentos relacionados à outra aeronave.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA análise dos dispositivos eletrônicos, dos laudos periciais, dos dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e das informações financeiras atestou a existência de uma estrutura organizada para o tráfico.

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Ver todasA segunda aeronave, que realizava a escolta do voo do R66, foi localizada no Helipark, em Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo.
Após as apreensões, as duas aeronaves foram cedidas temporariamente ao Centro Integrado de Operações Aéreas do Tocantins e à Polícia Civil de São Paulo. Os helicópteros passaram, então, a ser usados em trabalhos de combate ao crime organizado e ao narcotráfico.



