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São Paulo

MPSP mira grupo que usava imagem e voz de famosos pra dar golpes virtuais

Segundo o MPSP, um dos famosos que teve a imagem e a voz usadas pelo grupo criminoso foi o médico Dráuzio Varella

04/11/2026 11:19, atualizado 04/11/2026 12:50
Divulgação/ Ministério Público de São Paulo
Imagem colorida de aparelhos eletrônicos e cartões apreendidos. Metrópoles

São Paulo – O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4/11), a Operação Merovingian, que mira uma quadrilha que usava imagens e vozes de pessoas famosas para vender monitorias e produtos por meio de propagandas falsas nas redes sociais. Uma das celebridades “usadas” pelos criminosos foi o médico Dráuzio Varella.

Segundo a promotoria, o grupo criminoso vendia suplementos alimentares e substâncias medicinais, sem aprovação prévia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem indicação médica, prometendo resultados “milagrosos” para diversos problemas de saúde.

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As autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos suspeitos. A ação resultou na apreensão de celulares e dispositivos eletrônicos que podem ajudar a investigação a identificar outros suspeitos e mais vítimas que tiveram nomes e imagens usados nos crimes.

A operação foi realizada pelo Cyber Gaeco, em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro.

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Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa de Dráuzio Varella afirmou que a investigação do MPSP começou depois uma representação do próprio médico, que ficou sabendo dos golpes por meio de uma reportagem veiculada na imprensa.

Em outubro, a Justiça determinou R$ 70 mil a ser pago ao médico a título de indenização.

“O sistema de justiça tem respondido com firmeza ao uso da inteligência artificial para manipular a imagem e a voz de personalidades públicas. A situação é grave e, infelizmente, cada vez mais comum, com impacto direto sobre a saúde pública, porque leva pessoas a consumir produtos sem controle sanitário acreditando seguir a recomendação de um médico. Os responsáveis terão de responder pelos danos que causaram”, afirmaram os advogados de Dráuzio, Igor Tamasauskas e Otávio Mazieiro.