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São Paulo

MPSP investiga médico que incentivou demissão de eleitores de Lula

Em publicação na rede social, médico José Luiz Nora Neto pediu que empresários verificassem redes sociais de empregados se fizeram o "L"

28/10/2026 07:50, atualizado 28/10/2026 09:55
MPSP investiga médico que incentivou demissão de eleitores de Lula
MPSP investiga médico que incentivou demissão de eleitores de Lula

São Paulo — Derrotado nas eleições de 2024, ao disputar ao cargo de prefeito de Mogi Guaçu, interior paulista, o médico José Luiz Nora Neto (foto em destaque à esquerda), conhecido como Dr. Nora, vulgo Neto, é investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por incitar empresários a assediar funcionários que eventualmente tenham votado no presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito deste ano.

MPSP investiga médico que incentivou demissão de eleitores de Lula - destaque galeria
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Dr Nora posa ao lado de Nikolas Ferreira, deputado federal reeleito
Dr Nora ao lado do deputado eleito Lucas Pavanatto (PL) em convite a ato pró Flavio Bolsonaro
Dr Nora convocou apoiadores a manifestação em apoio ao candidato Flavio Bolsonaro (PL)
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Dr Nora convocou apoiadores a manifestação em apoio ao candidato Flavio Bolsonaro (PL)

Dr Nora posa ao lado de Nikolas Ferreira, deputado federal reeleito
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Dr Nora posa ao lado de Nikolas Ferreira, deputado federal reeleito

Redes sociais/Reprodução.
Dr Nora ao lado do deputado eleito Lucas Pavanatto (PL) em convite a ato pró Flavio Bolsonaro
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Dr Nora ao lado do deputado eleito Lucas Pavanatto (PL) em convite a ato pró Flavio Bolsonaro

Uma postagem do médico em redes sociais também menciona possíveis demissões em massa motivadas por cunho político.

Dr, Nora escreveu, horas depois da votação do último domingo (25/10), em que Lula foi reeleito: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez o ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, disse. O post foi excluído.

Na véspera da eleição de domingo, Dr. Nora organizou um ato de apoio ao então candidato Flávio Bolsonaro (PL) (veja galeria de imagens acima).

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Na notícia de fato que baseou a abertura de uma investigação no MPSP, a promotora Carolina Carvalho Ferreira Alves Nassa  afirma que as publicações do médico configuram “incitação ao assédio eleitoral, à discriminação política nas relações de trabalho e assédio moral trabalhista”. Ela também considera que o conteúdo poderia ser um “estímulo público para empregadores dispensarem trabalhadores em razão de sua manifestação ou preferência político-eleitoral”.

Entre os pedidos do MPSP está a abertura de investigação criminal pela Polícia Civil para também acompanhar o caso.

O Metrópoles procurou e aguarda posicionamento de Dr Nora. O espaço segue aberto para manifestação.

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Ataque a tiros

Durante a disputa pela Prefeitura de Mogi Guaçu, a van blindada em que Dr. Nora e outras cinco pessoas, incluindo um adolescente, estavam foi atacada, a tiros, na Rodovia Vice-Governador Almino Monteiro Álvares Afonso, no distrito Martinho Prado Júnior.

O caso foi investigado como tentativa de homicídio. Ninguém foi preso.

O médico não se elegeu ao Executivo municipal, e ficou em segundo lugar com 22.329 votos, contra o adversário eleito Rodrigo Falsetti (PSD), que conquistou 51.329 votos nas eleições de 2024.