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São Paulo

Monotrilho da Linha 17: chuva para trens, alaga estações e frustra usuários.

Temporal que atingiu São Paulo na tarde dessa quarta prejudicou a circulação do monotrilho da Linha 17-ouro e alagou plataformas de estações

15/10/2026 02:30
William Cardoso/Metrópoles
Imagem mostra plataforma molhada - Metrópoles

São Paulo — O temporal que atingiu São Paulo na tarde dessa quarta-feira (14/10) provocou a interrupção parcial da circulação do monotrilho da Linha 17-Ouro e deixou ao menos duas estações com as plataformas repletas de poças d’água. Entre os passageiros, a situação colocou em dúvida a resiliência do sistema diante de eventos extremos.

A reportagem estava na Linha 17-Ouro, que ainda está em testes, quando nuvens carregadas que se formavam no horizonte se aproximaram da zona sul paulistana provocando tempestade, com alagamentos e destruição. Em poucos minutos, o monotrilho interrompeu a circulação e os passageiros que seguiam em direção ao Aeroporto de Congonhas foram obrigados a desembarcar na Estação Campo Belo.

Pelo sistema sonoro, o Metrô informou que um problema em equipamento de via foi o responsável pela paralisação na circulação.

A falha causou transtornos para quem queria chegar em Congonhas. O engenheiro Pablo Sanches, de 50 anos, desistiu de pegar um táxi na região da Berrini para seguir com o monotrilho. Ficou pelo meio do caminho, na Campo Belo.

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“Por causa do trânsito, falamos ‘vamos pegar o monotrilho, porque vai ser mais rápido’. Até agora, acho que vai acabar empatando, porque subimos na estação, descemos aqui e estamos vendo se aparece outro trem para nos levar até Congonhas. Vamos esperar um pouco, senão teremos que voltar para o táxi”, disse. Minutos depois, com receio de perder o voo, Sanches pegou o táxi.

Monotrilho da Linha 17: chuva para trens, alaga estações e frustra usuários - destaque galeria
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Estação Vila Cordeiro
Estrutura do teto da Estação Vila Cordeiro com ferrugem
Estação Aeroporto de Congonhas
Monotrilho da Linha 17-Ouro
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Monotrilho da Linha 17-Ouro

William Cardoso/Metrópoles
Estação Vila Cordeiro
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Estação Vila Cordeiro

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Estrutura do teto da Estação Vila Cordeiro com ferrugem
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Estrutura do teto da Estação Vila Cordeiro com ferrugem

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Estação Aeroporto de Congonhas
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Estação Aeroporto de Congonhas

William Cardoso/Metrópoles

Na Estação Vila Cordeiro, a plataforma ficou repleta de poças. Parte da água gotejava direto das estruturas de metal que dão sustentação para o teto. Em alguns pontos, sinais de oxidação indicam que água escorrendo é um problema recorrente.

 A Linha 17 foi inaugurada em março e tem pouco de seis meses de funcionamento, ainda em operação assistida (não é cobrada tarifa e está em uma fase de testes). Previsto inicialmente para entrar em operação em 2014, o monotrilho passou por uma série de adiamentos até começar a funcionar.

O funileiro Jairo Garcia, 68 anos, aguardava o monotrilho em meio a água na plataforma. “Na verdade, nem inaugurou direito, né? Está em funcionamento parcial por enquanto. Mas já está desse jeito. Tem muita goteira, a estação inteira está molhada”, afirmou.

Na Estação Aeroporto de Congonhas, as poças tomaram conta da plataforma, onde não havia placas informando sobre o risco. O salão no piso inferior, no mesmo nível que a rua, também foi parcialmente afetado (havia placas alertando sobre o risco de escorregar). A água da chuva atingiu até mesmo os assentos usados pelos passageiros para aguardar o monotrilho.

E o vento?

Além da paralisação durante temporais que afetam equipamentos de via, como se viu nessa quarta, a operação da Linha 17-Ouro também pode ser afetada por ventos fortes.

Como mostrou o Metrópoles em abril, caso as rajadas passem dos 74 km/h, a circulação do monotrilho é interrompida imediatamente por motivos de segurança. As limitações na operação, porém, começam com ventos de 61 km/h.

Segundo a Defesa Civil Estadual, a maior rajada registrada na capital paulista nessa quarta foi de 58,7 km/h.

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O que diz o Metrô

O Metrô informou que, entre 16h24 e 17h05, os trens da Linha 17-Ouro circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada devido a um equipamento de via que sinalizou inconformidade próximo à estação Campo Belo.

“Para minimizar o impacto aos passageiros e garantir a segurança da operação, os trens passaram a circular temporariamente em shuttle entre as estações Morumbi e Campo Belo e entre Aeroporto de Congonhas e Campo Belo, situação já normalizada”, disse.

Em relação aos pontos observados nas estações, o Metrô afirmou que eventuais acúmulos localizados de água provocados pela chuva e os demais aspectos apontados serão inspecionados pelas equipes de manutenção. “Caso seja identificada a necessidade de intervenção, as correções serão realizadas prontamente. Trata-se de questões pontuais, que não comprometem a segurança da operação”, afirmou o Metrô.

O Metrô destacou que a Linha 17-Ouro se encontra em operação transitória e assistida, sem cobrança de tarifa, período em que são realizados ajustes técnicos contínuos, testes e verificações recorrentes, seguindo rigorosos protocolos de segurança para o aprimoramento dos sistemas e da infraestrutura.