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Eleições 2026São Paulo

Ex-ministros de FHC e nomes de centro-direita assinam manifesto pró-Lula

Documento defende reeleição de Lula para assegurar direitos e cita "ameaças e retrocessos" representados por Flávio Bolsonaro

17/10/2026 13:45, atualizado 17/10/2026 15:01
Reprodução/ Carolina Curi/Agência Senado
Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

São Paulo – Um grupo de políticos, ex-ministros e personalidades de fora do campo político da esquerda (mais à centro-direita) publicou uma declaração de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O documento é assinado por nomes como o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr, autor do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, a filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Beatriz Cardoso, e o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero. No manifesto, o grupo cita riscos e ameaças representadas por Flávio Bolsonaro (PL).

 “Neste segundo turno, o Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa diferenças partidárias e ideológicas”, inicia o texto. “Consideramos que a reeleição de Lula oferece ao país melhores condições para assegurar esse equilíbrio institucional, preservar direitos e liberdades, manter canais de diálogo e evitar retrocessos institucionais, mantendo conquistas sociais, trabalhistas, educacionais, na saúde pública e na preservação ambiental.”

“Ao mesmo tempo, vemos, no projeto representado por Flávio Bolsonaro, ameaças a esses princípios, intenções de desarticular patamares de conquistas sociais consolidados e riscos à interlocução internacional multilateral consagrada pelo Brasil”, complementa o manifesto, que conta com a assinatura de quatro ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso, adversário histórico de Lula.

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Personalidades de direita assinam manifesto em defesa da reeleição de Lula
Personalidades de direita assinam manifesto em defesa da reeleição de Lula
O manifesto foi anunciado no "Encontro pela democracia, pela estabilidade, pela justiça socioambiental e pelo Brasil", uma reunião com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e dos ex-ministros de Lula Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Ex-ministros e intelectuais críticos a ao PT assinam manifesto pela reeleição de Lula
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Ex-ministros e intelectuais críticos a ao PT assinam manifesto pela reeleição de Lula

Rebeca Ligabue/Metrópoles
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O manifesto foi anunciado no "Encontro pela democracia, pela estabilidade, pela justiça socioambiental e pelo Brasil", uma reunião com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e dos ex-ministros de Lula Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
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O manifesto foi anunciado no "Encontro pela democracia, pela estabilidade, pela justiça socioambiental e pelo Brasil", uma reunião com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e dos ex-ministros de Lula Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Rebeca Ligabue/Metrópoles

O documento ainda ressalta que o grupo possui diferenças com o presidente Lula e críticas ao seu governo, que continuarão sendo feitas. “É justamente por valorizarmos o pluralismo que fazemos esta escolha. Antes de apoio a um nome, esta manifestação é de apoio ao Brasil, ao nosso espaço nacional e aos seus valores fundamentais comuns.”

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O manifesto foi assinado no “Encontro pela democracia, pela estabilidade, pela justiça socioambiental e pelo Brasil”, reunião que contou com o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e os ex-ministros de Lula, Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

“Estão todos empenhados em defender a democracia, a Constituição brasileira, promover desenvolvimento. Nós não queremos o Brasil indo para a recessão, para o desemprego, para o fechamento de empresas. Queremos economia crescendo, distribuindo renda”, afirmou Alckmin antes da reunião.

Depois, durante a conversa com as personalidades que assinaram o manifesto, o vice-presidente acrescentou: “A reeleição do presidente Lula é uma medida civilizatória.”

“Há uma profusão de movimentos pró-Lula acontecendo nesse país para virar voto. É um grupo de pessoas que são pessoas do campo democrático, mas não são necessariamente dos partidos de esquerda e que estão aqui”, celebrou Marina.

Simultaneamente, um grupo de evangélicos também participava de uma reunião em defesa da reeleição do petista.

Leia o manifesto na íntegra

“Neste segundo turno, o Brasil está diante de uma escolha que ultrapassa diferenças partidárias e preferências ideológicas. Está em jogo a capacidade do país de preservar a estabilidade institucional, o equilíbrio entre os Poderes, as liberdades democráticas; de enfrentar a crise climática, cuidar de nossos biomas, dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e de toda a população sacrificada pela acentuada desigualdade social. Está em risco um caminho capaz de levar ao desenvolvimento econômico com justiça social, soberania e paz.

Nós, que temos distintas origens, trajetórias e visões sobre muitos dos desafios nacionais, entendemos que, sobretudo nos momentos de maior polarização, a democracia é o nosso norte comum, e ela exige responsabilidade, respeito às instituições e compromisso inequívoco com a Constituição.

Consideramos que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferece ao país melhores condições para assegurar esse equilíbrio institucional, preservar direitos e liberdades, manter canais de diálogo entre diferentes setores da sociedade e com espaço geopolítico global, e evitar retrocessos institucionais, preservando conquistas sociais, trabalhistas, educacionais, na saúde pública e na proteção ambiental. Ao mesmo tempo vemos, no projeto representado por Flávio Bolsonaro, ameaças a esses princípios, intenções de desarticular patamares de conquistas sociais já consolidados e riscos à interlocução internacional multilateral consagrada pelo Brasil.

O Brasil precisa crescer, gerar empregos, estimular a inovação, recuperar sua capacidade industrial, estimular a agricultura de baixo carbono, avançar na educação, criar oportunidades para seus cidadãos e corrigir erros, onde isso se fizer necessário. Esse desenvolvimento deve estar associado à estabilidade econômica, à ciência, à tecnologia e à responsabilidade ambiental, com a preservação de nossas riquezas naturais. Florestas, água, biodiversidade e minerais estratégicos são parte da soberania brasileira e devem contribuir para o desenvolvimento do país, com uso responsável desses recursos e compromisso com as futuras gerações.

Também consideramos indispensável que o próximo governo respeite a diversidade da sociedade brasileira, proteja direitos fundamentais, sem transformar adversários políticos, instituições públicas, universidades, imprensa ou organizações da sociedade civil em inimigos.

Muitos de nós temos diferenças com o presidente Lula e críticas a seu governo, e preservaremos nossa independência para expressá-las. É justamente por valorizarmos o pluralismo que fazemos esta escolha. Antes de apoio a um nome, esta manifestação é de apoio ao Brasil, ao nosso espaço nacional e aos seus valores fundamentais comuns.”