MPSP avalia investigar vazamento de dados do Smart Sampa
Prefeitura alega que um servidor vazou dados do sitema após negar falha de segurança. Gestão Nunes classifica como "ato criminoso"

São Paulo — O Ministério Público de São Paulo (MPSP) anunciou nesta terça-feira (20/10) que deve apurar o vazamento de dados do programa de monitoramento de segurança Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo. Um servidor público acusado pela própria administração municipal como autor do vazamento foi afastado.
Em nota, o MPSP informou que, neste momento, ainda não há uma investigação formal, mas que uma notícia fato foi instaurada de ofício pela secretaria da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público. O caso será sorteado para um promotor que deverá analisá-lo e decidir se deverá ser instaurado um inquérito civil. A gestão Ricardo Nunes (MDB) classifica o ocorrido como “ato criminoso”.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasA Prefeitura de São Paulo negou que o vazamento de dados, revelado pelo portal Uol, represente uma “falha segurança”. De acordo com a reportagem, os dados do Smart Sampa, que deveriam ser restritos, estavam expostos na internet em um repositório público há cerca de um ano. Entre os dados de 58 mil câmeras, estavam 181 logins e senhas de usuários autorizados do sistema.
A gestão municipal alegou que o repositório foi disponibilizado de forma ilegal e nega que o documento tenha informações sobre senhas de acesso. A Secretaria Municipal de Segurança Pública afirmou ter reforçado a segurança da plataforma do Smart Sampa com senhas exclusivas e autenticação em dois fatores, entre outras medidas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA prefeitura também disse que o programa dispõe de fiscalização do Tribunal de Contas do Município (TCM) e consultoria especializada em governança e privacidade de dados. “O acesso também exige validação por código enviado por SMS para a criação de uma nova senha conforme os padrões de segurança”, informou a nota.
