Médico preso com armas em falsa viatura na Avenida Paulista é solto
O médico neurocirurgião foi preso por dirigir com sirene ligadas na segunda (13/7), na Paulista. Ele está solto sob liberdade provisória

O médico neurocirurgião Douglas Ramos, de 69 anos, preso na última segunda-feira (13/7) por dirigir uma Mercedes com sirenes ligadas, simulando uma viatura policial, e portando duas armas na Avenida Paulista, centro de São Paulo, foi solto após audiência de custódia nessa terça-feira (14/7).
Douglas recebeu liberdade provisória subordinada à “fiel observância de medidas cautelares”. Ele terá que comparecer mensalmente em Juízo para informar e justificar suas atividades, deve manter o endereço atualizado junto à Vara competente e está proibido de se ausentar da Comarca de residência por mais de oito dias sem comunicação prévia, além de pagar uma fiança de cinco salários mínimos.

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Ver todasAo ser preso, o médico afirmou em depoimento aos Guardas Civis Metropolitanos (GCMs) que trabalhava com o ex-deputado federal Paulo Adriano Telhada (PP), o Coronel Telhada, que negou qualquer tipo de relação profissional com o indiciado.
Entenda o caso
- Médico neurocirurgião, Douglas Ramos, de 69 anos, foi preso por dirigir um carro de luxo com giroflex, simulando viatura policial.
- Dentro do carro que dirigia, agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) encontraram duas armas e um distintivo do Poder Legislativo.
- A abordagem foi na noite da última segunda-feira (13/7), na Avenida Paulista, região central de São Paulo.
- Em depoimento inicial, o médico falou que dirigia em ziguezague por estar atrasado para uma reunião de trabalho.
- O suspeito disse que era assessor parlamentar do deputado Capitão Telhada e também do pai do parlamentar paulista, o Coronel Telhada.
- O carro, um Mercedes, considerado modelo de luxo, estava com sirenes ligadas.
- Na cintura do médico, havia uma pistola calibre nove milímetros. No carro, um revólver calibre 357.
- À GCM, o neurocirurgião disse que é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mas não apresentou documentação das armas.
O Metrópoles busca a defesa do neurocirurgião. O espaço segue aberto para futura manifestação. O caso foi registrado como localização e apreensão de veículo, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e simulação da qualidade de funcionário.
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