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São Paulo

Marçal pede e TJSP adia audiência sobre ida de grupo ao Pico do Marins

Tribunal de Justiça de São Paulo ainda não definiu uma nova data para a audiência que julga se Marçal colocou em risco a vida de 32 pessoas

30/09/2026 16:36
Metrópoles
Rapper Dexter entrou com uma ação de danos morais contra Pablo Marçal pelo uso da música Oitavo Anjo durante as eleições para a Prefeitura - Metrópoles

A audiência de instrução, debates e julgamento do processo no qual o influencer e político Pablo Marçal (União) é réu por ter colocado em risco a vida de 32 pessoas durante uma escalada no Pico dos Marins, no interior de São Paulo, em janeiro de 2022, que seria nesta quarta-feira (30/9) foi adiada a pedido da defesa de Marçal. 

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou a informação ao Metrópoles e afirmou que ainda não há uma nova data estipulada para o julgamento, que seria na Vara Única de Piquete (SP).

O Metrópoles entrou em contato com a assessoria de Pablo Marçal, mas ainda não obteve resposta até a publicação dessa matéria. O espaço segue aberto. 

Investigação

O coach passou a ser investigado após ter liderado um grupo de 32 pessoas, sem equipamentos, em direção ao topo da montanha na Serra da Mantiqueira, uma das mais altas do estado paulista. Ao longo da escalada, um vendaval atingiu a região, mas a atividade seguiu.

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Um primeiro inquérito policial, realizado em dezembro de 2022, não conseguiu averiguar a responsabilidade do influenciador na ocorrência, mas teve resultado questionado pelo MPSP, por ter sido, segundo o órgão, uma investigação prematura e ineficaz.

Após a denúncia, o caso voltou a ser apurado pela Polícia Civil de Piquete, cidade onde aconteceu a subida. Conforme noticiado pelo Metrópoles, em setembro deste ano, 13 ex-alunos de Pablo Marçal inocentaram o empresário no caso e afirmaram que a decisão de subir o Pico, cujo cume fica a 2,4 km de altitude, foi coletiva.


Relembre o caso do Pico dos Marins

  • A excursão liderada por Marçal, em 6 de janeiro de 2022, viralizou após o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, compartilhar stories no Instagram, logo após o incidente.
  • Com um tom de indignação, o oficial relatou a situação enfrentada pela equipe para resgatar o grupo de turistas em segurança.
  • “Um ‘coach’ irresponsável fanfarrão coloca 60 pessoas para subir o Pico do Marins debaixo de chuva. Sem conhecimento técnico, sem suporte adequado, sem estrutura, porque, segundo ele, ‘é tudo emocional’. PS: respeito profundamente quem exerce adequadamente a profissão de coach, que definitivamente não é o caso desse indivíduo”, comentou o militar, na época.
  • Desde o caso da escalada do Pico dos Marins, Marçal está proibido judicialmente de realizar qualquer atividade em montanhas, picos, rios, lagos, mares, ou em locais correlatos, que envolva a si ou outras pessoas, sem autorização da Polícia Militar.