Mansão de Nelson Wilians já havia sido alvo de buscas há 1 mês em SP
Mansão em que Nelson Wilians vive foi alvo de buscas da PF nesta quinta-feira (13/8). Um mês antes, o endereço também foi vistoriado

A mansão onde vive o advogado Nelson Wilians, em São Paulo, alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (13/8), já havia sido visitada por agentes federais há um mês. Na ocasião, as buscas foram realizadas no âmbito de uma operação que apura um esquema ilegal envolvendo escritórios de advocacia e consultorias e créditos tributários.
À época, no dia 15 de julho, o advogado era investigado por participar de um esquema em que escritórios de advocacia e consultorias ofereciam a empresas paulistas créditos tributários com deságio, apresentando-os como supostos “planejamentos tributários” e como se os créditos tivessem sido regularmente autorizados pelo Fisco.
A esposa de Nelson, Anne Wilians, também estava entre os alvos de mandados de busca e apreensão na operação de julho.
Na ocasião, a defesa do advogado afirmou que recebeu o cumprimento da medida de busca e apreensão com “serenidade, transparência e absoluto espírito colaborativo, mantendo-se à disposição das autoridades competentes e atuando de forma proativa para o completo esclarecimento dos fatos”.
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Ver todasOperação que investiga lavagem de dinheiro em Bets
Uma investigação contra um grupo empresarial suspeito de sonegar impostos, evadir divisas e lavar dinheiro levou a Polícia Federal (PF) à mansão de Nelson Wilians, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (13/8). Segundo as autoridades, o advogado faria parte desse grupo, que envolve a empresa de apostas Pixbet, investigado por ter movimentado cerca de R$ 1 bilhão com o objetivo de conferir aparência de legalidade a operações relacionadas à exploração de apostas de quota fixa e jogos de azar, ainda ilegais na ocasião dos crimes.
De acordo com a Receita Federal, a investigação identificou a utilização de uma estrutura societária e financeira complexa, mantida no Brasil e no exterior para a manutenção do esquema. A estrutura teria sido usada para simular a condução das atividades a partir de fora do país, enquanto a gestão operacional, administrativa e decisória ocorreria, em tese, em território nacional.
Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados e tem decisão judicial para apreensão de bens e valores de até R$ 1 bilhão, valor supostamente desviado no esquema. A operação acontece após uma decisão da Justiça da Paraíba.
Sobre a operação desta quinta-feira, a defesa de Wilians afirma que a relação entre o escritório e a PixBet é estritamente profissional e decorre da prestação de serviços de advocacia.”O escritório repudia qualquer tentativa de associar a atuação profissional de seus advogados às atividades ou condutas atribuídas a seus clientes”, diz a nota.
“É preciso ter cautela para que o legítimo exercício da advocacia não seja indevidamente criminalizado em razão da natureza ou das atividades daqueles que o advogado representa”, completa o texto enviado ao Metrópoles.



















