
Manifestantes depredam estações de metrô em SP durante ato pró-Lula.
Um boletim de ocorrência será registrado pelo Metrô; ato aconteceu neste domingo (11/10), em apoio à reeleição do presidente Lula

São Paulo — Manifestantes que acompanharam o ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, nesse domingo (11/10), depredaram entradas das estações da Linha 2-Verde do Metrô. De acordo com a Secretaria de Segurança de São Paulo (SSP-SP), um boletim de ocorrência está sendo registrado, nesta segunda-feira (12/10), pelo Metrô.
Imagens que circulam pelas redes sociais mostram os vidros da Estação Trianon-Masp pichados e pessoas em cima das estações segurando cartazes em protesto contra o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro. Bancas de jornal localizadas nas proximidades da estação também foram vandalizadas.
Durante a dispersão do ato, a Polícia Militar (PM) fechou duas estações de metrô, na Avenida Paulista. Segundo o comunicado da PM, as estações Trianon-Masp da Linha 2-Verde e a Paulista na Linha 4-Amarela tiveram as entradas e saídas bloqueadas “em razão de ocorrências envolvendo depredação e tumulto”.
A nota do Metrô, no entanto, apresentou outra versão dos fatos, “a medida segue os protocolos de segurança operacionais adotados para situações de demanda excepcional.”
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Ver todasProcurados pelo Metrópoles nesta segunda-feira, a SSP e o Metrô de São Paulo não se manifestaram até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para atualizações.
Defesa da democracia e busca por eleitores ausentes
O ato em apoio à reeleição do presidente Lula, neste domingo, teve como principal mote a defesa da democracia e a mobilização em busca dos eleitores ausentes no primeiro turno.
Em discurso ao público do evento, o candidato à Presidência pelo PT disse que o que mais ouviu durante a campanha foram pessoas afirmando que não querem “só comida”, mas também cultura, emprego de qualidade, liberdade e democracia.
“Esse país não pode perder a democracia por pior que ela seja”, afirmou Lula, após fazer críticas à família Bolsonaro.
“Temos agora uma responsabilidade muito grande: tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. […] Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais o direito de votar. Porque 60 anos ou 70 anos não transforma a pessoa em inútil. Se a pessoa não quer votar por ele, ele tem filho, filha, neto, bisneto, e a pátria dele para ele cuidar”, disse Lula.
O ato contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do governador reeleito do Ceará, Elmano de Freitas (PT) além de artistas que criticaram a fala de Flávio Bolsonaro (PL) sobre mudar a Constituição.
Com reforço na comunicação das redes sociais e ações nas ruas, a campanha petista tenta reverter o cenário do primeiro turno, quando Flávio largou na frente, com 47,03% dos votos. Lula teve 45,16%. A abstenção bateu recorde nesta eleição, com 33 milhões de ausentes, o que corresponde a 21,08% da população.


















