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Eleições 2026São Paulo

Mais de 9 mil votaram em candidato a deputado de SP preso por elo com PCC

Danilo Morgado, preso por suposto elo com o PCC, recebeu mais de 9 mil votos nas eleições de 2026 e se tornará suplente do PL na Alesp

06/10/2026 13:15, atualizado 06/10/2026 13:33
Redes sociais/Divulgação.
STJ nega habeas corpus de Danilo Morgado, preso suspeito de vínculo com PCC

Danilo Morgado, candidato a deputado estadual em São Paulo e preso por suspeita de elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC), recebeu 9.145 votos nas eleições de 2026 – o suficiente para se tornar suplente do Partido Liberal (PL) na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp). Na tentativa de revogar a prisão temporária, ele teve um habeas corpus negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) às vésperas do pleito (veja mais abaixo).

Mesmo preso desde 17 de setembro, o perfil de Morgado em uma rede social seguia fazendo campanha. No domingo (4/10), dia de votação, a página compartilhou um vídeo da mãe do candidato indo a uma urna eleitoral.

Em resposta ao comentário de uma seguidora, a página explicou que os votos a ele ainda valeriam, já que não há condenação judicial. O texto também demonstrou a expectativa de que ele seria solto “ainda essa semana”. Veja:

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Danilo Morgado, preso por suposto elo com PCC, recebeu mais de 9 mil votos nas eleições de 2026
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Resposta do perfil de Danilo Morgado a uma seguidora
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Resposta do perfil de Danilo Morgado a uma seguidora

Reprodução/Instagram
Danilo Morgado, preso por suposto elo com PCC, recebeu mais de 9 mil votos nas eleições de 2026
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Danilo Morgado, preso por suposto elo com PCC, recebeu mais de 9 mil votos nas eleições de 2026

Reprodução/TSE
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Redes sociais/Divulgação.

O Metrópoles questionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a situação eleitoral de Morgado, mas não houve um retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

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Na última quinta-feira (1º/10), às vésperas das eleições, o ministro André Mendonça, do STF, negou um habeas corpus impetrado pela defesa do político.

“A decisão reclamada está, portanto, suficientemente fundamentada e preenche os requisitos cumulativos estabelecidos por esta Corte no paradigma apontado. A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, para revisitar os critérios de prisão decretados na origem”, considerou o ministro.

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Entenda a prisão e o suposto elo com o PCC

Morgado foi preso durante a Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP). A prisão é temporária e tem prazo de 30 dias.

As investigações apontam que o candidato tem ligação com o núcleo político do PCC. A campanha eleitoral dele à Prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, em 2024, teria sido financiada pela facção criminosa.

Na mesma operação, também foi preso o ex-vereador e presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite, além de outros 10 alvos. Quatro pessoas estão foragidas.

A ação é desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024 e que identificou integração entre PCC, uma fintech e políticos da Grande São Paulo e do litoral sul paulista.

A polícia também identificou envolvimento da facção criminosa com o transporte coletivo de passageiros na capital e no interior de São Paulo e o financiamento direto do PCC em campanhas políticas municipais em 2024.

O que diz Danilo Morgado

Em nota, a defesa de Morgado afirmou que o recurso ao STF questionava a decretação da prisão temporária, por entender que havia incompatibilidade com os requisitos estabelecidos pelo próprio tribunal no julgamento das ADIs nº 3.360 e 4.109.

“A reclamação foi julgada improcedente por decisão monocrática. A defesa mantém o entendimento de que a prisão temporária é irregular e adotará o recurso cabível para submeter a matéria à apreciação do órgão colegiado”, destacaram os advogados João Paulo Silva Rocha e Marcelo Viela Fernandez.

Quanto às suspeitas decorrentes da investigação, “os elementos apresentados até o momento procuram atribuir a Danilo condutas supostamente praticadas por terceiros, inclusive mediante a supostas referências a fatos pretéritos dos quais ele não participou”.

Os advogados afirmam que a investigação não apontou vínculo direto entre Morgado e as menções ao crime organizado e ao tráfico de drogas, e também não identificou elemento objetivo que demonstre o recebimento de recursos ilícitos, vantagem financeira, favorecimento indevido ou qualquer benefício relacionado à campanha eleitoral de 2024.

“A defesa seguirá adotando, de maneira técnica e responsável, todas as medidas jurídicas cabíveis para o esclarecimento dos fatos e para que a situação individual de Danilo seja examinada com respeito ao devido processo legal, ao direito de defesa e à presunção de inocência”, finalizou a nota.