Justiça bloqueia recursos de plataforma investigada por fraude milionária
Empresa sediada nos Estados Unidos teria constatado fraude e comunicado autoridades brasileiras, que fizeram rastreio de recursos
07/10/2026 13:49

A Justiça de São Paulo (TJSP) decretou o bloqueio de 12 carteiras de ativo da plataforma BitronExchange, da BCX Tecnologia, após uma empresa, sediada nos Estados Unidos, afirmar ter sido vítima de fraude financeira em criptoativos causando um prejuízo equivalente a 1 milhão de dólares.
A decisão, datada da última quinta-feira (1°/10), baseou-se em uma investigação do 14° Distrito Policial (DP) de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.
Uma pessoa ligada à empresa, com sede em Miami, nos Estados Unidos, registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) em 30 de fevereiro de 2025 denunciando invasão de dispositivo eletrônico.
Na decisão, o juiz Henrique Ramos Sorgi Macedo, da Vara das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, do Fórum Criminal da Barra Funda, acatou o pedido da defesa da empresa norte-americana no bloqueio das carteiras digitais, além de 11 endereços intermediários e uma carteira vinculada ao protocolo Chainflip — medida que permite reconstruir parte do caminho percorrido por criptoativos desviados em uma fraude cibernética.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO magistrado elenca que a empresa sediada nos Estados Unidos teve prejuízo de mais de U$ 1 milhão de dólares em criptomoeda (se convertido o valor na cotação atual, os valores podem atingir a cifra de R$ 6 milhões), desviados de uma carteira mantida na plataforma BitronExchange.
A Justiça reconheceu que os valores subtraídos foram pulverizados entre diversas carteiras e determinou extensão de medida de sequestro para novos endereços identificados. O documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, afirma que os ativos foram transferidos para diversos endereços entre os dias 5 e 6 de maio, em diversas operações.

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Ver todasA decisão também aponta que a transferência dos ativos para diferentes locais não impediu a extensão dos bloqueios contra gestores da plataforma ou que têm envolvimento no caso.
“Monitoramos a pulverização dos ativos e conseguimos identificar e bloquear todas as wallets que receberam os valores. O rastreamento permitiu acompanhar o caminho percorrido pelos criptoativos mesmo depois da sua distribuição entre diferentes carteiras”, explicou o advogado Eduardo Maurício, assegurando que técnicas conhecidas como blockchains foram realizadas para recuperação de ativos digitais.
O defensor também afirmou que as transações ocorreram em curto período, permitindo, segundo ele, na dispersão de ativos por diferentes carteiras. Ele contou ainda que, entre as carteiras, havia cerca de U$ 5 milhões em ativos.
Além do bloqueio, o juiz determinou que sejam enviados ofícios às entidades, inclusive na Suíça, para cumprimento do bloqueio e confirmação da efetivação da medida.
A decisão, contudo, afirma que diligências investigatórias seguem em andamento.
A reportagem não localizou a defesa da plataforma BCX Tecnologia. O espaço segue aberto para manifestação.



